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quinta-feira, 14 de janeiro de 2021

Curiosidades 84

 


Dizia Brillat-Savarin (1755-1826), que o terá conhecido de perto, que Napoleão Bonaparte (1769-1821) comia mal e depressa. Outras fontes revelam que 10 minutos lhe eram suficientes, a uma refeição, e, só por amabilidade ou diplomaticamente, ele aguentava mais do que 30 minutos à mesa. A alimentação familiar da sua infância, na Córsega, não era muito pródiga, também, por várias circunstâncias. O grande Corso preferia comer à mão, sem usar talheres, como aliás fez com o Frango à Marengo que lhe preparou o seu cozinheiro particular Dunand (François Claude Guignet), a 14 de Junho de 1800, após a célebre batalha.

A receita original, e à falta de melhor na altura, terá sido confeccionada com 3 ovos, 4 tomates, cebola para o refogado, 6 camarões (lagostins de água doce?) e um franguinho do campo. Hoje, há muitos que lhe acrescentam cogumelos, muito embora parece não terem entrado na receita primitiva. Napoleão gostou imenso e terá dito para Dunand: Tu m'en serviras comme ça après chaque bataille! Em jeito de bónus, acrescentemos que, no que diz respeito a frutas, à sobremesa, as preferidas de Bonaparte eram as cerejas, as uvas e as tâmaras depois da campanha do Egipto. Gostava de café bem forte, finalmente.

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

De que cor era o cavalo branco de Napoleão?


O título deste poste era a pergunta retórica de uma adivinha ingénua da minha meninice.
Em relação a Napoleão, dizem as crónicas, que o seu guarda-roupa, em 1811, não era muito avantajado: 2 robes, nove casacos, 4 chapéus... Mas com características tão próprias que, no meio de gente bem vestida, logo se reconhecia o Imperador dos franceses, pela singularidade da sua indumentária.
O bicórnio, em imagem, terá sido utilizado por Napoleão, na batalha de Marengo (1800). Bem conservado, irá à praça, no próximo dia 15 de Novembro, em Fontainebleau, com mais quase 1.000 objectos de temática napoleónica. Prevêem-se grandes disputas e altas licitações: o mito continua...

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Curiosidades 10 : Apetites franceses


Além da sua célebre gastronomia e vinhos, a França é também a pátria de François Rabelais, autor de "Pantagruel" que, por sua vez, veio a dar nome ao, talvez, mais conhecido livro de receitas português - "O livro de Pantagruel", que já ultrapassou as 50 edições. Foram seus autores: Bertha Rosa-Limpo, Jorge Brum do Canto e Maria Manuela Limpo Caetano. Mas era de França que estavamos a falar e dos seus comeres. Para que conste, vamos dar, de dois dos seus mais ilustres filhos, as preferências culinárias:
1. Napoleão (1769-1821) detestava a carne em sangue e era doido por frango de fricassé, a que chamaram "Marengo". Gostava também imenso de almôndegas de aves, de "vol-au-vent", de empadões de peixe; e tinha um fraco por macarrão à italiana com queijo parmesão.
2. Victor Hugo (1802-1885) tinha um apetite homérico. Nunca descascava uma laranja: trincava-a e comia-a com casca. Mastigava igualmente a crosta das lagostas. Devorava, facilmente, ele sozinho, uma perna de carneiro e costumava dizer: "O peru é um animal ridículo; é talvez demasiado para uma pessoa só, mas não chega para duas."