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segunda-feira, 16 de março de 2026

Tentame de explicação



Fiquei surpreendidíssimo pelo baixo preço por que um Amigo meu comprou, num alfarrabista lisboeta, um livro da Gallimard que transcrevia conversas de Miterrand com Marguerite Duras. Mas também já tinha ficado entristecido, há anos, por os meus filhos não gostarem nem dominarem bem a língua francesa. Gerações...
Raros portugueses, hoje, conseguem ler o francês. Talvez por aí se possa  explicar o baixo preço da obra.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2025

Curiosidades 115

 

É conhecido o gosto malsão que Marguerite Duras (1914-1996) tinha em disparar sobre colegas de Letras, mais ainda se fossem potenciais rivais. Uma das visadas era Marguerite Yourcenar (1903-1987), de cuja obra ela dizia: " Les Mémoires d'Hadrien são um grande livro: o resto, a partir dos Archives du Nord, parece-me ilegível." Entretanto, vingança do tempo, enquanto Yourcenar foi a primeira escritora a entrar na Academia Francesa, a Marguerite Duras foi-lhe sempre recusado o acesso por não ser "conveniente"...



sábado, 3 de dezembro de 2016

Grandes questões de antanho


Um diálogo de Apostrophes:
Bernard Pivot: «Pourquoi buvez-vous?»
Marguerite Duras: «On boit parce que Dieu n'existe pas.»

Nota: este Apostrophes pode ser visto e ouvido na íntegra, no Youtube, sob o título - Marguerite Duras - Les grands entretiens de Bernard Pivot.

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Bisbilhotices


Diz-se que, no seu período mais agudo de dependência do álcool, entravam, por dia, em casa de Marguerite Duras (1914-1996), 6 garrafas de vinho de Bordéus.
Por outro lado, a romancista francesa gostava muito de ouvir e de contar anedotas. Uma das suas preferidas era a de um cavalo, que saía para o campo, de tarde, cruzando-se com uma zebra. E lhe perguntava: - A estas horas, e ainda de pijama?!

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Pequena história (26)


Apesar de ter um valor meramente simbólico (cerca de 10 euros), o Prémio Goncourt é talvez o prémio literário mais prestigiado de França, pela isenção - fora dos circuitos editoriais - que preside à escolha do agraciado. O prémio criado  em 1896, por Edmond Goncourt, em memória do seu irmão Jules, foi atribuído, pela primeira vez, em 1902.
O júri, integrando os nomeados da Academia Goncourt, reúne-se nas primeiras terça-feiras de cada mês, almoçando no Restaurante Drouant, em Paris, onde discute as opções sobre romances publicados em França. E, no início de Novembro, é anunciado o nome do escritor escolhido. O livro vem a constituir, normalmente, um best-seller. Alguns dos autores premiados foram: Marcel Proust, Malraux, Simone de Beauvoir, Vaillant...
Ao que parece, os académicos da Goncourt resistiram, talvez por não apreciarem, ou por lhes parecer moda passageira, a destacar obras da escola dita do Nouveau Roman mas, finalmente, em 1984, resolveram atribuir o Prémio Goncourt a Marguerite Duras, pela sua obra L'Amante. Ao que dizem as más línguas, por interferência exterior de François Mittérrand.
Na altura, Robert Sabatier não resistiu a lançar a diatribe assassina: On a donné Duras à Goncourt.