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quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Dar notícia


Não é todas as semanas que um jornal (ou revista) literário estrangeiro, e de referência, traz uma recensão a uma obra de um autor português. Por isso, há que dar notícia do facto.
O TLS (nº 5809) da semana passada fala positivamente da tradução de "Claraboia" (Skylight, na versão inglesa), de José Saramago. Obra de juventude do Escritor, teve a sua primeira edição, em Portugal, no ano de 2011, postumamente. A recensão, de Gabriel Josipovici, aprecia positivamente o romance, bem como a tradução de Margaret Jull Costa.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Os trabalhos de tradução


Margaret Jull Costa (1949) é justamente reconhecida, na Inglaterra, pela qualidade das suas traduções, sobretudo do português (Eça, Pessoa, Lobo Antunes, Lídia Jorge...) e do castelhano. Há pouco tempo, foi galardoada com o Oxford-Widenfeld Translation Prize, pela sua versão para a língua inglesa de "A Viagem do Elefante", de José Saramago.
Numa recente recensão crítica no TLS (nº 5770), aborda a sua própria experiência, ao longo dos últimos anos, mas também a de alguns colegas que, com acutilância, definiram as questões principais, as condições necessárias e o perfil de um tradutor rigoroso. Bernard Turle, por exemplo, refere que um tradutor terá de ser, simultâneamente: "um diplomata, actor, tradutor e espião".
Por sua vez, M. J. Costa cita e admira a perspicácia de Simon Leys, outro competente tradutor, que caracteriza a tradução desta forma: "A busca da expressão exacta e natural é a procura por aquilo (texto) que não mais pareça uma mera tradução. Por isso lhe é pedido que dê ao leitor a ilusão de que ele teve acesso ao texto original. O tradutor ideal é um homem invisível."

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Prémio de Tradução


Não fora o TLS (nº 5731), que, por cá, não vi nenhuma notícia, e desconheceria ainda hoje que, na Inglaterra, havia um prémio anual para traduções de obras de língua portuguesa. E também há para obras espanholas, de língua árabe, do grego, do italiano e de língua alemã, traduzidas para a língua de Shakespeare. Todas elas participadas e promovidas por The Society of Authors, em parceria com outras instituições. No caso vertente do português, o galardão intitula-se The Calouste Gulbenkian Prize e, como o próprio nome sugere, tem o patrocínio da Fundação homónima.
O prémio de 2012, no valor de 3.000 libras, foi atribuido a Margaret Jull Costa, pela sua versão para inglês (The Word Tree) do romance "A Árvore das Palavras" (editado em 1996, em Portugal), de Teolinda Gersão, e que foi publicado, na Inglaterra, em 2012. Aqui fica a notícia.