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quinta-feira, 12 de março de 2026

Adagiário CCCXCI

 


Temporã é a castanha que por Março arreganha.

quarta-feira, 6 de março de 2024

Pioneiro e atrevido

 

Foi o primeiro dos muitos (cerca de 40) brotos do limoeiro da varanda a Sul a desabrochar e ver a luz de Março, ainda que parcialmente virado para a parede da casa. A ver vamos se sobrevive até ser um fruto perfeito.

sexta-feira, 1 de março de 2024

Adagiário CCCLXIII



Quando Março sair ventoso, o Abril sai chuvoso. 

sexta-feira, 17 de março de 2023

Adagiário CCCXLIX



Março, marçagão; ora sol, ora focinho de cão. 

quarta-feira, 1 de março de 2017

Adagiário CCLXIX : Março (8)


1. Temporã é a castanha que por Março arreganha.
2. Quando Março sai ventoso, sai Abril chuvoso.

terça-feira, 1 de março de 2016

Adagiário CCXLVI : Março (7)


1. Tardes de Março, recolhe o teu gado.
2. Se queres bom cabaço, semeia em Março.
3. Água de Março é pior que nódoa no pano.
4. Por S. Marcos (24), bogas a sacos.

domingo, 1 de março de 2015

Adagiário CCXIV : Março (6)


1. Sáveis por S. Marcos (24), enchem os barcos.
2. Março, queima a dama no paço.
3. O grão em Março, nem na terra nem no saco.
4. Quem poda em Março, vindima no regaço.

terça-feira, 11 de março de 2014

Passeio


Apesar da chuva e no silêncio cinzento dos dias interiores, a terra e a natureza foram fazendo o seu trabalho invisível. As frésias que aromaram a casa já secaram, mas as outrabandistas crescem na varanda, como a dar sinal. Lá fora, as flores singelas de cores mais pálidas já entremeam o verde dos campos - de branco, amarelo, rosa claro; as primeiras papoilas fazem a sua aparição ainda esparsa, quase solitária.
Já há brotos nas oliveiras e nos limoeiros. As hortênsias vão ganhando o verde tenro das folhas novas. O tomateiro e o pé do espinafre enrijam os ramos para defrontar a próxima Primavera. Os pássaros chilream ao Sol e as lagartixas - pequenas crias recentes - espreitam, em miniatura ante-diluviana, por entre as pedras do caminho que fazemos, na tépida manhã.

sábado, 1 de março de 2014

Adagiário CLXXIV : Março (5)


1. Quando em Março arrulha a perdiz, ano feliz.
2. Em Março, de manhã pinga a telha e à tarde sai a abelha.
3. A 22 de Março ouga o pão com o mato, a noite com o dia, a erva com o sargaço, a fome com a barriga e a merenda do pastor nunca chega ao fim do dia.

sexta-feira, 1 de março de 2013

Adagiário CXXIII : Março (4)


1. No tempo do cuco, tanto está molhado como enxuto.
2. Em Março, nem migas, nem couves, nem esparto.
3. Quando florir o maracotão, os dias iguais são.
4. Água de Março, quanta o gato molhe o rabo.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Áurea mediocridade e alegria


Ainda não foi hoje que vi a primeira andorinha imigrada. Mas as frésia, incontidas, continuam a florir numa alegria irreprimível. E, da esplanada ao sol, podiam ver-se violetas (?) bravas e couves verdes pujantes desafiando o Inverno. Por aqui, cotejando as informações que chegam de outras paragens, não devemos estar na clássica Europa que, ou tem frio ainda, ou lhe chove no corpo, desalmadamente.
Nem tudo são agruras, nem sempre Portugal é triste. E deve haver um deus menor e compassivo que destinou ao extremo Ocidente, esta física alegria de um sol aberto e benigno sobre a pele, este afago de ternura simples, este azul único, mesmo que seja sobre o cinzento saraivado de velhice. Para nos dar força e uma invencível vontade de primavera, contra todas as evidências pouco amenas do futuro. Viver este dia e lembrar Horácio. 

sexta-feira, 25 de março de 2011

Adagiário XXXIII : Março (2)


1. Março liga a noite com o dia, Manuel com Maria, o pão com o mato e a erva com sargaço.
2. Podar em Março é ser madraço.
3. Temporã é a castanha, que por Março arreganha.
4. Nasce erva em Março, ainda que lhe dêem com um maço.

sábado, 19 de março de 2011

Lua cheia de Março


Como a borboleta em direcção à luz, parece não haver alternativa para os passos errantes, senão seguir em frente rumo ao disco luminoso. Que, primeiro, parece apoiar-se nos telhados mais baixos, depois sobe, para finalmente se libertar, como um balão, das mãos de uma criança.
É um fascínio natural esta lua plena, enorme a princípio, mas que vai perdendo volume, na subida rápida, no limiar da noite. Talvez como outrora, homens primitivos a terão olhado, da treva e das cavernas, ou de casas toscas de granito, a esta Lua cheia, num azul distante e escuro de Março. Procurando sinais, resposta aos mistérios da sua inquietação, prenúncios de cataclismos na sombra das suas crateras mais sombrias. Ou, quem sabe?, tentando adivinhar, muito simplesmente, numa percepção genesíaca e instintiva, o tempo mais propício para as sementeiras e as colheitas do futuro.

sexta-feira, 18 de março de 2011

O "Canta-claro" das Bahamas


O "Canta-claro" desfraldou o seu cantar, logo pela manhã, enquanto a Consorte se enroscava na rectaguarda, por causa do frio. As camélias caídas atapetavam-lhe o chão do terreiro. Não que ele precisasse, com aqueles polainitos de penugem branca e espessa até às patas... Disse-me quem sabia que o casal de galináceos era da raça Bahamas. E o "Canta-claro" foi assim o nosso despertador tonitruante durante quase 10 minutos, a afinar a voz! Morfeu fugiu assustado...

domingo, 13 de março de 2011

O Limoeiro (quase) nos Idos de Março de 2011


Conforme compromisso assumido, anteriormente, aqui dou notícia visual do Limoeiro, em florescência, a 13 de Março de 2011, na varanda a Sul.

quarta-feira, 3 de março de 2010

As tenras folhas de Março


Os trevos não escolhem
estação, nem dia,
rompem insolentes
verdes de alegria.

Virão frutos distintos,
rugosos, mas serenos,
ácidos citrinos,
coroar a Primavera.

Azedas, amarelas
as frésias que ela trouxe,
e flores pálidas, brancas
nas suas cores singelas.
Para HMJ

segunda-feira, 1 de março de 2010

Adagiário V : Março



1. Março, marçagão, de manhã Inverno, à tarde: Verão.

2. Quando Março sair ventoso, o Abril sai chuvoso.

3. Nasce a erva em Março, ainda que lhe deem com um maço.

4. Se Março dá de rabo, nem fica ovelha parida nem pastor açamarrado.