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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2023

Adagiário CCCXLVI



1. Barco em terra não ganha a vida.
2. Só no fim da maré é que se contam os polvos.

(Ditados poveiros)

quinta-feira, 26 de janeiro de 2023

Citações CDLV



Os navios são como as moscas na teia de aranha que é o mar.

Victor Hugo (1802-1885), in L'homme qui rit (1869). 

quinta-feira, 28 de outubro de 2021

Azulmente

 



segunda-feira, 26 de agosto de 2019

Osmose 108


A contemplação do movimento sempre me descansou e atraiu o olhar. É por isso que gosto de ver o mar ou observar a deslocação das nuvens no azul. E me cansa o percurso prolongado do verde, ao longo de uma floresta densa e sem vento. É evidente que tenho de levar em conta, objectivamente, a forma de como reajo às cores.
Ontem, por volta das 19h00, o céu e as nuvens apresentavam-se assim (fotografia acima), no meu horizonte da varanda a leste, em tom quase lilás. Cerca das 20h30, ao sumir-se a luz, as nuvens estavam já brancas e eram suavemente, arrastadas pelo vento para norte. Trovejou depois por três vezes e choveu. E o céu, com a lua minguante, estava de novo límpido, cerca da meia-noite.
Que me venha alguém explicar a Natureza e decifrar a razão mais íntima das nuvens. Agradeço.

terça-feira, 13 de maio de 2014

O estado do mar


O passado é uma história que nos contam: como na ficção, podemos acreditar, ou não...
O mar da Areia Branca, ontem, estava ligeiramente picado e com muitos "carneirinhos", mesmo ao longe. Três pequenos (?) barcos distantes vinham de norte para sul, talvez na faina da pesca, e não havia surfistas a praticar a sua actividade desportiva. Cinco banhistas, dos quais 3 tomaram banho apesar do vento forte e frio, ocupavam a praia deserta, abrigando-se junto ao pequeno muro, a norte.
Mas o que mais singulariza este mar da Areia Branca é a sua cor. De um azul cobalto carregado, que talvez só tenha paralelo em postais dos anos 50, com cores excessivamente fortes e irreais. Quase não dá para crer. Ao pé dele, o mar da Arrábida pareceria retintamente verde alface ou, quando muito, azul bebé...

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Idiotismos 16


Na grande maioria dos casos, as expressões populares têm uma origem simples e objectiva que explica a sua existência prática. E, como em coisas de Mar, o meu amigo AVP é o melhor especialista que eu conheço, aqui vou dar conta da explicação que ele me deu sobre o idiotismo: carapau de corrida. Ei-la:
era hábito, nas lotas, que o leilão se iniciasse pelas espécies melhores e mais caras do pescado, acabando nas espécies menos boas, menos frescas e mais baratas de peixe, com que se finalizava o leilão.
Varinas havia que se guardavam apenas para o final - peixe mais em conta, ou porque tivessem menos dinheiro para investir, ou porque os seus fregueses não fossem abonados em dinheiro.
Como as peixeiras, com o pescado de melhor qualidade e mais caro, já tivessem abandonado a lota para vender a mercadoria, as varinas retardatárias lançavam-se em correria acelerada, em direcção às povoações, de forma a não perderem os seus fregueses e conseguirem vender o seu peixe. Daí: carapau de corrida.
A expressão, como é hábito, alargou o significado e âmbito, podendo significar o chico-esperto ou o chamado feito fino. Que, de certo modo, ainda mantém alguma ligação com a causa original.

com agradecimentos a AVP.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Beach House : On the Sea

O mar, porque estamos em Agosto. Embora, daqui, eu não o veja, mas apenas o rio, ao longe.