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quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Ad usum delphini (2)


É vê-los por aí, santificados pela deriva, esparramados por cátedras e poltronas de administração...
Porque, neste Portugal jardim, à beira-mar plantado, não há nada como um maoísta arrependido para estraçalhar outro ex-maoísta. Tudo isto, feito em nome de um purismo fundamentalista, de um idealismo de conforto, de uma ética de mercado. E de muita estupidez natural, que não imagina que os outros tenham memória.

terça-feira, 14 de maio de 2013

Mao e o Imperador


Quin Shi Huang (259 a. c.-210 a. c.), primeiro imperador da China unificada, era um homem dotado de grande pragmatismo e ferocidade ditatorial. Mas muito complexo, também. Em vida, mandou construir a Grande Muralha da China, para sua defesa; na morte, fez esculpir milhares de guerreiros em terracota para serem os seus guardiães, no Além. Mandou queimar imensos manuscritos e condenou à morte vários escritores. Considerado um medíocre homem de Estado, hoje, é visto como um guerreiro afortunado que venceu todas as batalhas que desencadeou.
Considerando lisongeá-lo, um servidor de Mao Tse-Tung, ter-lhe-á dito que o Grande Timoneiro era o Shi Huang da era moderna. O ditador não gostou, e terá respondido que era uma equiparação despropositado.
Que Huang tinha mandado executar apenas 46 letrados, enquanto ele condenara à morte 46.000...