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segunda-feira, 28 de maio de 2012

Um bom exemplo - Manuel de Oliveira


Embora se soubesse, a notícia vem, hoje, documentada no jornal Público. Com 103 anos, Manuel de Oliveira continua a filmar. Desta vez por encomenda de Guimarães, Capital Europeia da Cultura, o cineasta prepara uma curta metragem que tem como cenário o Centro Histórico, com duração de 20 minutos.

sábado, 24 de julho de 2010

Jogos Infantis 6 - Corrida de Automóveis

Partindo do exemplo de um famoso corredor de automóveis, desejamos a todos os jogadores que alcancem idêntica idade provecta !



Continuando os nossos jogos ao ar livre, sugerimos, hoje, uma corrida de automóveis. Como se diz na explicação, "neste interessante e original jôgo, podem participar 2 até 6 pessoas."
Transcrevemos, ainda e por graça, as penalidades previstas para quem alcança as casas nº 18 e nº 67 - não visíveis na reprodução abaixo:
"Nº 18 - Silêncio - Hospital - o jogador que cair nesta casa terá de se conservar calado até voltar a jogar. Caso fale pagará uma entrada e perderá de jogar uma vez."
Nº 67 - Polícia - Volta a jogar. Se tirar número par pagará 2 entradas de multa, se tirar número impar ficará prêso até que todos os outros jogadores lhe passem à frente."



Post de HMJ

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Em louvor do autêntico Livreiro


Livreiro é, hoje, uma palavra em desuso. Ou uma profissão em vias de extinção. Claro que há computadores que tudo informam, excepto o essencial. Vendedores não diferenciados que poderiam estar a vender parafusos e pregos, mas estão nas livrarias para tentar vender livros, por questões do destino e da sobrevivência. E, depois, há os topos de gôndola das grandes superfícies. E os contentores que, antes, venderam atum "Bom Petisco", estão agora cheios de "Códigos da Vinci". Nos outros países europeus também é assim, não se pense que é o triste fado português. Como nos filmes (ver o magnífico texto de Manuel de Oliveira, "Defesa do Cinema Português", no "Público" de hoje, dirigido à pianista e Ministra da Cultura), também em relação aos livros, há sinuosos "abafadores" de Cultura. Nem o Salazar foi tão longe...
Mas falava de livreiros. Aqueles que conheci, no Norte, já morreram todos: o Ginha ( de olhos verdes, com acne adolescente, já passava dos sessenta), o Sr. Lemos, tão baixinho que parecia um gnomo, mágico e eléctrico; o Sr. Gomes, um pouco hierático, mas solícito e generoso. Todos eles me orientaram as leituras, no bom sentido, até à adolescência. Mas aquele que mais memória me deixou, da Livraria Académica, no Porto dos anos 50, nunca lhe soube o nome. Era tão discreto, sábio e simples que nunca se me nomeou.
Claro que, em Lisboa, conheci, depois, grandes livreiros: o Sr. Almarjão, o Sr. Beckmeyer, o Sr Ernesto da Biblarte, o Sr. Tarcísio Trindade, da Rua do Alecrim, nº44. Ou o ainda jovem Luís Gomes, da "Artes e Letras". Tirante o Sr. Almarjão, todos estão vivos, felizmente. Mas são todos Livreiros-alfarrabistas. Livreiros, livreiros, na melhor acepção de vendedor de Livraria, que eu saiba, há apenas um ou dois na Livraria Portugal, e bonda! Na Férin, são todos aristocratas, e não de sangue...
Volto ao Porto e à Livraria Académica, nos anos 50 ( não confundir com a actualidade e com o Sr. Canavez que está rodeado de encadernações fulgurantes "pour épater le bourgeois"), e àquele Senhor Livreiro afável e discreto, tinha eu 15 anos, que me recomenda o primeiro livro de ensaios que eu li na minha vida: "Por um novo Humanismo", de Rodrigo Soares. Ainda hoje me lembro. Só nunca soube o nome deste magnífico Livreiro, amigo da Cultura, simples e sábio.