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quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Ideias fixas 11


Eu creio que já o disse por aqui: leio com algum atraso o miolo pulp fiction do jornal Expresso. Um bom amigo poupa-me aos miriagramas de lixo anunciante ou inútil que o acompanham. E não faz mal esse atraso de dias com que folheio o caderno principal e a revista que me chegam às mãos. O que lá vem, normalmente, já veio repisado noutros jornais, ou online.
Porque, tirando as crónicas divertidas e delirantes de Ana Cristina Leonardo e as bem informadas e humoradas colunas de Manuel S. Fonseca, o resto, para além do sermão dominical (embora ao sábado) e outras bugigangas, são meras ordens de serviço, muito bem compostinhas, e mera rotina entediante de escreventes núbeis ou serôdios, sem qualquer interesse de maior.
Politicamente correcto, ao pormenor, quem diria que o Expresso já foi um jornal de referência?!

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Sobre prosápias


Eu diria entre amigos que, no Expresso, há muito caviar, que não Beluga, necessariamente - convenhamos. É um tio que disfarça, mas não deixa de ser um tio de Cascais, embora se vista, pesada e normalmente. Mas o tom de voz não engana...
Eu, que às vezes sou ou pareço elitista, consigo lê-lo em cerca de 1 hora, afora os sudoku, que sempre faço, e algumas vezes erro. De longe a longe, para além dos 3 ou 4 cronistas que leio com gosto, aparece um estrangeiro de tom que, pela entrevista ou artigo, me obriga a uma leitura mais demorada. Raro, no entanto, é isto acontecer.
Mas, seriamente, as crónicas de Manuel S. Fonseca colhem as minhas preferências. Com ele aprendi muita coisa de cinema, e da vida, e os seus textos são minutos de prazer e humor, na leitura, para mim. Ora, atente-se neste bocadinho de prosa, de há quase duas semanas, que secanei acima, sublinhando em parte:
"...Os latinos não dão ditadores de primeira classe e Mussolini, ditador de opereta, não era assexuado como Hitler e Estaline. O seu filme favorito era «Êxtase», um mudo com a nuíssima Hedy Lamarr a prodigalizar orgasmos a uma Europa de olhos arregalados. Se tivessem escrito cartas aos seus actores favoritos, Hitler escreveria a um gorila, o King Kong, Estaline a uma macaca, a Cheetah de Tarzan. Mussolini não era cá de macacos. ..."
Ora, quem escreve assim, não é gago, nem tio, dos de Cascais...


sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Valha a verdade, mesmo que tardia


É sempre justo e útil desmascarar os embustes ou acordar algumas almas mais cândidas, enlevadas em sonhos pueris e encantados.
A crónica (Atual-Expresso) tem já quase duas semanas (20/9/14), mas só a li hoje. E valeu a pena esperar por estas palavras iniciais de Manuel S. Fonseca:
"Os filmes só amam os livros quando os amam com segredo e reserva. Não me venham falar do «Clube dos Poetas Mortos», execrável exibição circense do acto e prazer da leitura. ..."