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quinta-feira, 24 de julho de 2014

De uma crónica do jornal de hoje


"...Os media (veja-se o Huffington Post, 13.7.2014) mostram os moradores das colinas próximas de Gaza sentados em cadeiras de praia a aplaudir o espetáculo dos aviões e drones que bombardeiam Gaza. Trazem pipocas, fumam cachimbos de água - enquanto a poucos quilómetros de distância famílias inteiras ficam soterradas debaixo dos escombros, crianças são levadas em desespero para hospitais bombardeados, onde se operam feridos num corredor. ..."

Manuel Loff, in Gaza, o cinismo e os mortos (jornal Público, 24/7/2014).

sábado, 13 de outubro de 2012

Críptica : o Araújo do Sul

No Norte, araújo é um argueiro no olho - idiotismo regional. Uma coisa a mais, um incómodo que o vento traz. Como as moscas parvas, selvagens, de fim de estação, que pousam, insistentemente, em nós. Como as sanguessugas e os vampiros. Sugam, principalmente. Vivem do trabalho dos outros. Tanto pode ser da actividade de Manuel Loff, como da de Rui Ramos ou da de Henrique Cayatte, mas tentam, sobretudo, ganhar de outros, a notoriedade que, por si só, e pela sua mediocridade não conseguem. E transcrevem imenso!
No Sul, são outra coisa. Sejam eles do Algarve, de Lisboa, de Sta. Bárbara de Nexe. Sejam acessores, ajuntadores de cavacos, camaleões, "pimps". Podem disfarçar-se de jornalistas, historiadores de domingo, júlios dantas ("pim!"), copiadores, não deixam de ser redundantes, hipócritas, cobardes, obsoletos. Desprezíveis, em suma. Argueiros dispensáveis - para voltar ao Norte.

P. S. : o poste tem endereço único.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Uma questão delicada


Prolongamento serôdio da silly season, a polémica Rui Ramos versus Manuel Loff, ameaça eternizar-se em minudências e actores menores em busca de protagonismo. O primeiro historiador tem mais adeptos, o segundo, menos defensores. E o jornal Público vai dando cobertura da Cruzada, ou dos folhetins desenxabidos da telenovela.
Em França, a polémica do momento é mais séria. A editora Pierre-Guillaume de Roux aceitou publicar, de Richard Millet (1953), editor da Gallimard, o livro "Langue Fantôme suivi d'Éloge littéraire d' Anders Breivik", onde se faz , de algum modo, o branqueamento e justificação do ogre de Oslo e seu massacre de jovens, referindo: "Breivik est ce que méritait la Norvége." Para além disso, a obra é xenófoba, e o autor, controverso, até pelo seu passado.
As posições gaulesas, intelectualmente, dividem-se, mas a grande maioria condena a decisão da Editora, por aceitar publicar o livro. E Céline vem à colação, bem como outros autores malditos. Censura ou liberdade plena de expressão? Predomínio da Ética ou amoralismo permissivo? É realmente uma questão maior e delicada, que se põe, em Democracia.
 No último Le Nouvel Observateur, o Nobel e escritor J. M. Le Clézio (1940) toma posição contra a publicação do livro, e escreve: "Au nom de quelle liberté d'expression, à quelles fins ou en vue de quel profit un esprit en pleine possession de ses moyens (du moins on le suppose) peut-il choisir d'écrire un texte aussi répugnant?".
Eis a questão - no fundo.