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quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Divagações 97


Há qualquer coisa que me falta para aderir, por inteiro, à pintura de Maluda (1934-1999). Mas serei justo porque à minha frente, da janela aberta de par em par, hoje de tarde, é o seu Tejo, o seu azul com o casario de Lisboa, que me fita. Ou eu contemplo. Como se não fosse já Outono.

sábado, 23 de junho de 2012

Luz


Quando começo a ouvir sussurros de novas (?) austeridades (Quosque tandem, Catilina, abutere patientia nostra?), a única coisa que ainda me consola é esta luz portuguesa, tão singular e tão bela, que nos é dada. E que me permite poder ler, em Junho, depois das 9 da noite, na varanda - já o sol vai quebrado.
E, no entanto, tão pouco falamos dela!... Teixeira Gomes tem páginas, por ela, iluminadas, mais a sul; Sequeira teve fulgurações dela, nos seus quadros e Vieira da Silva, longe, tentou recuperá-la, por saudade, decerto. Pouco mais... Sejamos justos: o azul de Maluda tem, também, essa luz lisboeta. E Eugénio fala dela como, só ele, podia falar: "...e a luz / impura, até doer."