Mostrar mensagens com a etiqueta Machado de Castro. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Machado de Castro. Mostrar todas as mensagens

domingo, 10 de junho de 2012

À guisa de inventário, com questionário íntimo


A restolhada de pequenos pássaros calou-se pouco antes das nove, ainda a lua não tinha nascido. Mas, como fui ficando pela varanda, deu para ver que, nos estendais, não havia toalhas de praia a secar, nem pelos peitoris das casas, as bandeiras nacionais do tempo de Scolari - estamos todos um pouco emurchecidos (pela crise?)...
Que vai ficar do dia?
O chão lilaz atapetado por flores de jacarandá? As preciosas figurinhas de terracota de Machado de Castro? Cranach, revisitado? O alarme teimoso a tocar 4 vezes? O bacalhau com broa? Ou o crepe frugal? A conversa sobre orquídeas e limoeiros? Ou a música de Thomas Arne, que ouvi há pouco?
A memória há-de fazer a triagem, com o tempo: vou deixá-la sossegada, por hoje.
Na certeza, porém, que dois amigos ficam. E algumas palavras.

para quem sabe.