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quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Dívidas


Eu sentia uma enorme dívida em relação ao Norte, região que estimo, muito particularmente. Era um peso que me afligia. Porque, em relação ao Sul, já eu tinha indicado aos desesperados e às almas inquietas, não só o magnífico Professor Karamba (o das "amarrações"), em poste de 3/10/11, mas também o não menos importante Professor Mamadu ( o tal do "Dom Herditário"), a 21/8/11. Mas deixara o Norte desprotegido.
Afortunadamente chegou-me, hoje, às mãos este folheto do Sr. Tranca, de Matosinhos, em imagem. Fica assim também o Norte resguardado, nas aflições. E eu, esta noite, já poderei dormir descansado. Paguei a dívida.

com agradecimentos a A. de A. M..

sexta-feira, 9 de abril de 2010

A Primavera no Largo



A tarde primaveril e amena convidava à dispersão pela calçada portuguesa. Falou-se da Foz, do Algarve, da Praia do Meco. Por ordem inversa, na contiguidade: Francisco Sousa Tavares, Cândido Guerreiro (sem lhe dizer o nome) e Sophia. De provocação, generosidade e heroísmo. E, eu tinha defronte o chafariz - que, de útil, passou a monumento seco -, onde um rosto imóvel de pedra me fitava e uma boca aberta que já não era fonte. À noite, em casa, vieram as palavras:

...e a sede foi secando pelas fontes
onde as bocas sorveram o vazio.

Daí veio o Juan Ramón Jimenez. Depois o comentário. Eugénio e Sophia para fechar o rectângulo do Largo soalheiro ("...estes dados reunem-se sempre para formar uma nova coerência.", T. S. Eliot). Também o meu interlocutor dissera: "Estamo-nos a atropelar na conversa...", e eu pensara: tal é a força da Primavera e da amizade. Ficou-me também uma zoada de italiano e espanhol na esplanada, mas o mais forte foi o riso que rimos e o bem que estavamos falando de coisas tão dispersas que iam de Lagos a Matosinhos, depois dos filetes de linguado com arroz de pimentos vermelhos. Com um Evel branco, muito fresco. Do passado ao futuro que ia acordando, imperceptível, da morte do presente. A Primavera no Largo...

P. S. : para "c. a. ", em diagonal.