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domingo, 14 de junho de 2020

Mata-Borrões (6)


Este nosso ano da graça de 2020 tem sido cumprido sob o signo dos cuidados de saúde, para gáudio e alegria, provavelmente, dos hipocondríacos, como é o caso do nosso presente PR, que não esconde essa sua conhecida faceta e fraqueza psicológica. De algum modo, e por isso, o tema virá a propósito.
Porque entretanto fui encontrar, num dos meus calhamaços, entre as páginas, estes dois simpáticos mata-borrões (em imagem) virgens e que, portanto, nem sequer cheguei a usar. O dedicado ao Peligal e à escabiose (erupção parecida com a sarna) teve uma tiragem de 5.000 exemplares e terá sido distribuído pelos delegados de propaganda médica, nos consultórios clínicos, a partir de 18/1/1949, data que consta como de impressão, ao fundo, do lado esquerdo, em letras minúsculas, nesse mata-borrão.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

Mata-Borrões (5)


Úteis, pelo menos até mais de metade do século passado, os mata-borrões são hoje uma relíquia do antigamente que, provavelmente, já quase nem são usados. Tal como as canetas de tinta permanente que eu utilizo, por exemplo, apenas em rituais de circunstância ou para dar nobreza a manuscritos de maior responsabilidade e valor.

Os mata-borrões eram, nos anos 50, marca e oferta deixada, sobretudo em consultórios de médicos, por delegados de propaganda de laboratórios de referência. Até porque os clínicos costumavam passar as receitas, aos seus, pacientes, com canetas e era conveniente secar a tinta.
Hoje, nalguns casos, oferecem-se viagens, aos médicos, para congressos em paraísos turísticos...
Seria decerto caricato e quase um insulto presenteá-los com dois ou três mata-borrões.

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Retro (46)


Duplamente desenquadrados, no tempo, estes mata-borrões cinquentenários (1958) lembram paisagens desaparecidas de um Império que teve o seu fim no 25 de Abril de 1974.
E a sua função de absorver os excessos de tinta, na escrita, já quase deixou de ter utilidade. O calendário de Abril de 1958, no entanto, revela-nos uma curiosidade: como hoje, o dia 25 foi uma sexta-feira.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Mata-borrões 3


Fósseis de um passado ainda recente, auxiliares imprescindíveis da escrita a tinta, actualmente, escassa e cada vez mais rara, os mata-borrões tinham um papel importante e um lugar útil nas secretárias de escriturários e de escritores. Hoje, serão talvez um anacronismo, mas agradável de recordar. Apareceram em muitos romances policiais para detectar e reconstituir mensagens desaparecidas, através do seu reverso e, assim, resolver mistérios complicados.
Este mata-borrão, na imagem, foi oferecido por um laboratório a um médico, que não chegou a usá-lo. O verso, absorvente, está ainda imaculado. E, provavelmente, nunca virá a ser usado.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Mata-borrões 2


Eram figuras de presença frequente e periódica nas salas de espera de consultórios, os Delegados de propaganda médica. Vestiam bem, normalmente, e vinham acompanhados de grossas pastas de cabedal onde guardavam pequenas amostras de medicamentos, para oferecer aos Médicos. E deixavam, às vezes, modestos presentes, como pequenas agendas, calendários, com funções úteis, como estes mata-borrões. Que os clínicos usavam para fazer secar, mais depressa, as receitas que passavam aos doentes, escritas, normalmente, com canetas de tinta permanente.
Hoje, tudo isso parece "pequeno", mesquinho e ridículo - mas era assim. Hoje, fala-se, à boca pequena, em congressos, em países distantes e exóticos, para onde são convidados a ir, alguns médicos e a quem alguns laboratórios pagam viagens e estadias em hotéis de luxo. O tempora! O mores!...

domingo, 24 de abril de 2011

Mata-borrões




Hoje, creio que já mal se usam. Mas eram muito úteis, no passado, quando se escrevia com caneta. Serviam para fazer secar a tinta, ou para absorver, mais rapidamente, algum borrão ou pingo que caísse, importuno, sobre a escrita, depois raspava-se a mancha a canivete ou com a ajuda de uma borracha de tinta, e a apresentação do texto ficava mais conforme. O papel absorvente, normalmente, de cor rosa ficava no verso de uma espécie de postais com imagens muito variadas que iam, do reclame a medicamentos, a produtos alimentares, até à divulgação de cultura, como é o caso deste mata-borrão do Museu de José Malhoa, com a reprodução de um quadro de Portela Júnior. O mata-borrão a fazer publicidade à Farinha Lacto-Búlgara é de 1950.