Chegaram-nos as reinetas (ou rainetas, no Minho), em boa hora e por mãos amigas, vindas dos lados da Lourinhã, terra de grande tradição agrícola. Eram grandes, muitas, limpas de nódoas e pisaduras. Jovens e frescas, recentes de seu primor, como agora se chamam a vinhos a vender antes de feitos, à moda de Bordéus.
Aciduladas, desfizeram-se no forno, ao assar, algumas delas. Sobremesa macia na boca, no jantar de hoje, foram servidas por um Fernão Pires, monocasta, de Palmela. Mereciam melhor branco, as reinetas saborosas...
Um agradecimento gastronómico, cordial a quem as trouxe. E a quem as trabalhou e delas cuidou...