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segunda-feira, 27 de janeiro de 2025

Estado da natura 1

 

Este ano, as frésias estão preguiçosas em aparecer, enquanto as clementinas, ansiosas, vieram cedo (já as provámos, estão boas) e as suculentas, normalmente, difíceis em dar de si, já começaram a florir nos vasos da varanda a sul. Excepcionalmente, e por conselho avisado da D. Lídia, da sua banca já nos estreamos nos morangos de Palmela. Óptimos que eles estavam!

sexta-feira, 31 de maio de 2024

Uma volta pelo mercado

 

Os morangos de Palmela estão a melar rapidamente e o Telmo aconselhou-nos a trazer dos de Torres Vedras que estavam mais durázios. Ficamos também a saber que a Câmara de Almada está a usar de muita burocracia e até parece que não quer alugar as bancas do mercado, que vagaram, apesar de levar de jóia inicial 400 euros, mais 50 todos os meses, de aluguer, aos feirantes.
A D. Leonor tinha muito peixe, e do bom, embora o linguado estivesse caro: a 26 euros. E a garoupa a 16,95. Acabei por não resistir a mais uma vernissage - o peixe era bonito. De nome: rainha ou corvinata real e vinha ainda com mílharas róseas. O homem da traineira da Costa trouxera 4, mas a D. Leonor já só tinha uma. Era em conta, estava a 9,95 euros o quilo. Comprei-a.
A ver vamos, depois, se valeu a pena.

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2024

Memória 148

 

Morangos. Provámos os primeiros deste ano: espanholitos e "linfácticos" de interior. Nada que se comparassem com os pequeninos de Maio, que vinham de minha Tia minhota,  muito saborosos. Ou com os de Quarteira, em finais de Agosto dos anos 70, que aos Domingos nos diziam para colhermos à vontade, antes que apodrecessem no campo, porque nesse dia não os apanhavam. Dulcíssimos, naturais que eram!

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Maios


Afinal, hoje, até havia jornal. Já não há respeito por nada: aqui há 40 anos, vi-me aflito para almoçar, no primeiro dia do mês. Tive que me contentar com uma sandes ressequida, no foyer do cinema Monumental - era o que havia...
Maio era o mês dos morangos, pequeninos e saborosos, que a minha Tia me mandava, num pequeno cesto de verga, pelo aniversário; agora, até chegam muito mais cedo, são enormes e não sabem a nada - senão à memória deles, no passado, e dizemos: fazem lembrar morangos!...
Era também o mês das fortes trovoadas, em que se invocavam S. Jerónimo e Sta. Bárbara, virgem, quando a luz se ia abaixo. Agora, que há apagões todo o ano, já ninguém lê hagiografias, nem conhece o nome dos santos patronos.
Valham-nos as favas!, que costumavam vir por Maio, e se davam aos cavalos, para os robustecer. Ainda vêm e até já as comemos. Mas, congeladas, também se podem comprar em qualquer mês do ano. Vai sendo cada vez mais difícil cumprir as tradições, na altura certa e competente...