Até há poucos anos, neste Verão outrabandista, dois ou três morcegos faziam a sua aparição, ao cair da noite, como se a anunciá-la. E o seu voo era num trajecto ovalado, num bater de asas curto, frenético e repetitivo. Deixaram de aparecer, ultimamente.
Ao começo da noite, as andorinhas têm um voo mais desordenado, embora o seu ponto de partida e chegada coincida com o ninho, num beiral. Rarissimamente pousam noutro sítio. Enquanto há luz, porém, descrevem, no seu bater de asas trémulo ou nervoso, quase sempre círculos ou ovais de voo.
Só os pequenos pardais é que se projectam numa recta, que parece infinita, no seu voar, em bando ou singular.
Das pombas, falarei noutro dia...