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terça-feira, 23 de agosto de 2016

Da geometria


Até há poucos anos, neste Verão outrabandista, dois ou três morcegos faziam a sua aparição, ao cair da noite, como se a anunciá-la. E o seu voo era num trajecto ovalado, num bater de asas curto, frenético e repetitivo. Deixaram de aparecer, ultimamente.
Ao começo da noite, as andorinhas têm um voo mais desordenado, embora o seu ponto de partida e chegada coincida com o ninho, num beiral. Rarissimamente pousam noutro sítio. Enquanto há luz, porém, descrevem, no seu bater de asas trémulo ou nervoso, quase sempre círculos ou ovais de voo.
Só os pequenos pardais é que se projectam numa recta, que parece infinita, no seu voar, em bando ou singular.
Das pombas, falarei noutro dia...

sexta-feira, 14 de março de 2014

Benéficos morcegos


Será, provavelmente, caso único no mundo, mas que, em Portugal, acontece em dois locais diferentes: Mafra e Coimbra. Duas colónias de morcegos, à noite, entram para a Biblioteca Joanina (Coimbra) e para a Biblioteca do Convento de Mafra, para se alimentarem de insectos, nomeadamente, xilófagos, que tanto mal causam aos livros. O ecossistema funciona assim, naturalmente, sem intervenção humana, e evitando a utilização de produtos químicos de desinfestação, que causariam, decerto, alguns danos colaterais nos ricos acervos destas duas bibliotecas portuguesas. Há que rever, por isso, a nossa perspectiva, normalmente, negativa sobre estes mamíferos voadores.