A monotonia é o que há de mais belo no mundo ou aquilo que pode ser mais terrível. De mais belo, se for um reflexo da eternidade. De mais terrível, se for o contrário. Fugimos do vazio interior, pois Deus poderia para lá deslizar.
Simone Weil (1909-1943), in Cahiers 3.
Nota pessoal: esta citação da mística judia, que se converteu ao catolicismo, tem, para mim, algo parcialmente críptico na frase final. Se a monotonia é vista na adolescência e na velhice de forma desigual, tenho dúvidas que, no ser humano, exista alguma vez vazio interior, enquanto vivo.