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segunda-feira, 6 de abril de 2015

Filatelia CI


Os dois inteiros postais portugueses, em imagem, são da segunda década do século XX. São raros, e eu nunca os tinha visto: dei por eles, na net, inesperadamente.
Não serão da responsabilidade oficial dos CTT, até porque não constam do catálogo especializado, elaborado por Cunha Lamas e Oliveira Marques, e editado em 1985. Também não são referidos por Américo M. Pereira, na sua obra sobre a mesma temática.
Serão, portanto, devidos a impressão particular, mas tiveram circulação atestada, pelo menos, no caso da denominada 1ª série de sellos da Incursão de Paiva Couceiro, postal que terá sido impresso pela Lithographia Universal - Porto.
Terá sido breve o seu uso, porém, uma vez que a Monarquia do Norte (ou Reino da Traulitânia, assim denominado pelos seus detractores republicanos) teve curta duração, no Porto: de 19 de Janeiro a 13 de Fevereiro de 1919. Breve foi também o consulado de Sidónio Pais (1872-1918), que decorreu de 28 de Abril a 14 de Dezembro de 1918.


sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Filatelia LXXI : Monarquia do Norte


Como em tudo aquilo que é efémero e inconsistente, o cuidado posto, às vezes, no pormenor e aspectos secundários, prejudicam e fazem descurar o que é essencial.
A chamada Monarquia do Norte (ou Reino da Traulitânia, como lhe chamaram os republicanos mais ferrenhos) resultou da incursão de Henrique Paiva Couceiro (1861-1944) que, vindo da Galiza, conseguiu tomar posse do Porto e formar uma Junta Governativa, monárquica. Teve vida efémera o regime, que durou de 19 de Janeiro a 13 de Fevereiro de 1919, mas semeou uma onda de violência revanchista, latrocínios e alguns assassinatos, entre os republicanos portuenses.
Não se coibiram, porém, os neo-monárquicos de mandar imprimir selos que foram postos  à venda, nas estações dos Correios do Porto, na manhã de 13 de Fevereiro, data em que as forças republicanas, vindas do Sul, retomaram a cidade. Não tendo, por isso, circulado em cartas.
Em imagem, as referidas estampilhas. Na parte superior, os selos que se destinavam à correspondência; na parte inferior as provas dos selos que foram, parcialmente, aprovadas.