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sexta-feira, 5 de abril de 2019

Utilities


Entre pretendentes, como o de cá, e os efectivos estrangeiros, ainda há um ror deles por este mundo fora.
Dos asiáticos e alguns, raros, africanos coroados, pode dizer-se que alguns ainda exercem um restrito poder. Os restantes, europeus na sua maioria, são mera mobília decorativa de velhos palácios, observientes obsoletos de rituais caricatos para divertimento e gáudio de turistas, inspiradores de historinhas para crianças (muitas vezes adultas...), figurantes com lugar cativo em revistas rosadas, meras utilities reinantes.
Se Rainier ainda teve a utilidade de tornar o seu principado viável e rentável, financeiramente, através do jogo e do fisco, atraentes, se Juan Carlos contribuiu, em definitivo, no passado, para desmontar uma tentativa de ressurreição franquista, os seus descendentes revelaram-se meras caricaturas de poder inútil, quando não de circos iconográficos para o povinho ver, ou simples sustentáculos de trafulhices familiares.
De Isabel II, sabemos nós que serve apenas de leitora anual dos discursos que o seu primeiro-ministro lhe elabora, por tradição e ritual, formais. Será que a augusta senhora nada tem a dizer sobre o Brexit?
Se calhar ainda não pensou nada sobre isso, muito simplesmente...

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

3 pontos de vista, a propósito da comemoração da República


1. "Se a República não for mais do que a continuação da Monarquia sob outro nome, a Monarquia menos o Monarca; se representar as mesmas tradições administrativas e financeiras; as mesmas influências militares e bancárias; se fizer causa comum com a agiotagem capitalista contra o povo trabalhador; se não for mais do que uma oligarquia burguesa e uma nova consagração dos privilégios pelos privilegiados - em tal caso diremos que nos é cordialmente antipática essa pretendida república de antropófagos convertidos."
Antero de Quental, in A República e o Socialismo.

2. "O movimento do 5 de Outubro, na sua intenção, não nos seus resultados, foi feito contra o tipo de governantes que havia estado no poder. Continuar a obra da República é, antes de mais nada, realizar a intenção, não direi que levou os revolucionários a combater, mas que pôs a boa vontade e o aplauso da nação inteira por trás dos revolucionários. (...) ...Republicana, porque a Monarquia, sendo o sistema concentrador de tudo quanto nos atrasou e fez decair, tem de ser mantido fora do poder, de mais a mais, estando ainda seguindo a mesma orientação no exílio, tendo ainda os mesmos vultos que a comprometeram, não tendo ainda mostrado o menor arrependimento pelos defeitos e erros que a afundaram."
Fernando Pessoa, in Da República (1910-1935).

3. A eternização no poder, ao seu grau supremo, de uma família, por meras razões de sangue e passado, não resiste, como ideal ( mesmo respeitando os contos de fadas), a uma análise serena e racional de contraditório. Deixar ao acaso biológico a obrigação de uma continuidade de sucessão humana, no poder, sempre me pareceu contranatura e levar a situações caricatas, quando não, trágicas, na condução, ou mesmo apenas de representação de um Povo ou de uma Nação. Bastaria lembrar, por exemplo e para o efeito, as loucuras de Jorge III, na Grã-Bretanha, ou de D. Maria I, em Portugal. Fiquemos por aqui...

domingo, 5 de outubro de 2014

Corrigir o tiro


Não deixa de ser curioso constatar que nenhum português republicano, à partida, se exima de celebrar o 1º de Dezembro, ou relembre sem alegria, historicamente, essa data nossa e colectiva de restauração.
Em contrapartida, é também verdade que alguns (poucos, é certo) portugueses vejam este dia de 5 de Outubro, com grande irritação ou procurem transformá-lo numa outra data, muito menos importante, alternativa.
Claro que há muitas formas de democracia...

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Pequena história (18)


Nascido a 11 de Fevereiro de 1920, o rei Faruk, após 16 anos de reinado, foi destronado por um golpe de estado, em 1952, encabeçado pelo coronel Nasser. Foi o último rei do Egipto e veio a morrer, em Roma, no ano de 1965.
É-lhe atribuído um dito que, se não abona os seus dons divinatórios, pelo menos, espelha o seu sentido de humor. Conta-se que, já no exílio, terá dito, em conversa, que, dentro de poucos anos, só haveria 5 reis, no mundo. E, quando lhe perguntaram quais, terá começado a enumerá-los: "O rei de copas, o de espadas, o rei de ouros, o de paus e a rainha de Inglaterra!"

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

O empate


A ser verdade, a notícia dada, hoje, pelo inefável Álvaro, ao "Diário Económico", o Governo vai acabar com dois feriados: o 5 de Outubro e o 1 de Dezembro. Poderíamos dizer que, neste braço de ferro, houve empate:
República 1 - Monarquia 1.
O que é que a Igreja  irá dar para este peditório?