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domingo, 24 de junho de 2012

Livrinhos 10 : Teatro



Não sendo muito frequente, acontece, por vezes, aparecerem à venda, em alfarrabistas, livros cujo carimbo de posse remete para bibliotecas públicas ou identificadas. Pode haver várias razões para o facto. A mais frequente é essas bibliotecas terem acabado e, sendo desfeitas, dispersaram-se por compradores diversos, como foi o caso, aqui há uns bons 20 anos, de um acervo de volumes em língua inglesa que pertencera a um convento (?) ou comunidade religiosa de frades irlandeses, em Lisboa. Comprei 2 ou 3 livros desses, que tinham o respectivo carimbo de posse. Mas, outras vezes, as obras são mesmo desviadas, por leitores pouco honestos, e depois vendidas, chegando assim ao mercado alfarrabista.
Será o caso (?) deste voluminho que me ofereceram, há anos, e que ostenta o carimbo da Biblioteca Damianeum (terá por patrono S. Damião), da localidade holandesa de Simpelveld, no Limburgo, que terá hoje cerca de 11.000 habitantes, pelo que apurei. Por breve investigação fiquei também a saber que esta Biblioteca, criada no séc. XIX, ainda hoje existe e funciona. O livrinho (7,5 x 11 cm.) é que viajou muito... Impresso em Bielefeld (Alemanha), no ano de 1849, em língua francesa, terá sido adquirido (ou oferecido) pela referida Biblioteca holandesa e, depois, alguém o terá "desviado" para Portugal. Recebi-o de presente, há cerca de 5 anos.  O livrinho é de Teatro e tem peças de Moliére, Musset e outros escritores franceses.

para MR, que iniciou esta temática, no Prosimetron.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Os Fariseus


O jornal Expresso online titula, hoje: "Pingo Doce: produtores pagam a fatura do 1º de maio".
Seguem-se declarações de João Paulo Girbal, presidente da Centromarca - Associação Portuguesa de Empresas de Produtos de Marca, prestadas numa entrevista à TSF, dizendo que o PD começou a "negociar" com os produtores um abaixamento de preços entre os 2% e os 3,5%, nas compras. Forma encapotada, segundo J. P. Girbal, de pagar "as promoções" caridosas do 1º de Maio de 2012, à carenciada população lusa.
Entretanto a Autoridade da Concorrência, recebido oportunamente o relatório da A. S. A. E., do alto da sua torre de marfim, aos costumes não disse ainda nada... Mas que grandes cómicos. Ou Tartufos, como lhes chamava Moliére. Acabo com Fernando Assis Pacheco: "Não posso com tanta ironia..."