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quinta-feira, 21 de abril de 2022

Uma fotografia, de vez em quando... (157)



Norte-americana por nascimento, Florence Henri (1893-1982) era filha de pai francês e mãe alemã, tendo-se dedicado intermitentemente à fotografia, e estando representada no MoMa. Fixou-se em Berlim em 1913 e posteriormente em Paris no ano de 1924. Com o aproximar da II Grande Guerra passou a privilegiar a pintura, também de cariz surrealista.




Como antes as suas fotografias o tinham sido. Embora uma parte da sua obra obedeça a critérios experimentalistas e originais.



domingo, 26 de julho de 2015

Uma fotografia, de vez em quando (65)


Nascido no Luxemburgo, Edward Steichen (1879-1973) cedo foi levado pelos pais, que emigraram, para os E. U. A., tendo adquirido a cidadania americana, em 1900. Notável retratista de celebridades (Matisse, Churchill, Greta Garbo...), colaborou intensamente na Vogue e na Vanity Fair. Foi também pintor e galerista, tendo dirigido o departamento de Fotografia do MOMA, de 1944 a 1962.
O magnífico retrato do poeta Carl Sandburg e mulher, Lilian, já aqui apareceu (6/1/2011) no Blogue. A outra fotografia, em imagem, intitulada "Homem desconhecido com charuto", é de 1915.

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Pinacoteca Pessoal 81 : Sigmar Polke


Considerado um dos pintores mais significativos do post-guerra alemão, Sigmar Polke (1941-2010) tem, presentemente, no MOMA, uma exposição retrospectiva da sua obra, que seguirá para a Tate, no Outono.
Influenciado pela Pop americana (Andy Warhol, Lichtenstein...) soube reconstituir uma identidade própria, onde a provocação andava paredes meias com um libertário anarquismo de expressão, servido por um profissionalismo e cultura exemplares. Na década de 70, passou a dedicar-se à Fotografia, regressando, na década seguinte, à Pintura, parecendo, com isso, querer sublinhar a sua inteira autonomia, bem expressa pela sua frase provocatória: Wir wollen frei sein wie die Väter waren (Queremos ser livres como os nossos Pais foram) - numa alusão cruel e irónica à geração alemã que viveu e acompanhou o nazismo. 
O quadro Frau Herbst und ihre zwei Tötcher (A senhora Outono e as suas duas filhas), da segunda e terceira imagem do poste (conjunto e pormenor), pintado por Sigmar Polke no ano de 1991, em que a Mãe corta papel com uma tesoura e as filhas lançam os pedaços como se fosse neve artificial, parece, no entanto, querer expressar uma reconciliação entre tradição e modernidade, a que um cenário, confundível de esboços-paisagens à Turner, cauciona uma estética fragmentária, mas muito singular.

terça-feira, 1 de abril de 2014

Pinacoteca Pessoal 74


Destacado retratista do Renascimento tardio, Giovanni Battista Moroni (1524?-1578?) era filho de um arquitecto de Brescia. Não terá sido muito bem sucedido com as suas pinturas de temática religiosa mas, os seus retratos de inúmeras figuras da média e alta burguesia italiana, da época, ainda hoje são notáveis pelo realismo de tratamento pictórico.
Em imagem, "Retrato de Mulher" e "Abadessa Lucrezia Agliardi Vertova" (1557), do acervo do MOMA, por doação de Theodore M. Davis.

segunda-feira, 17 de março de 2014

Pinacoteca Pessoal 73 : John Singer Sargent (1856-1925)


Como se premonitoriamente nascido em Florença, o pintor norte-americano John Singer Sargent, quando, em 1916,  vendeu ao MOMA este retrato (em imagem) da Senhora Pierre Gautreau, teria dito: "Creio que foi o melhor trabalho que fiz." A tela terá sido pintada, a pedido do Artista, em 1882, fascinado pela elegância e beleza da modelo Judith Avegno (nome de solteira), esposa de um rico banqueiro francês. O quadro esteve exposto no Paris Salon de 1884, com o título de Portrait de Mme..., tendo colhido algumas críticas pelo ousado decote do vestido e pelo tom lavanda da pele da retratada. Mas a pose aristocrática e o destaque do traço da silhueta também foram comparados ao tratamento dos retratos de Velásquez.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Pinacoteca Pessoal 64 : Winslow Homer


Chamavam-lhe o Robinson Crusoé do pincel, ou ermita, porque, por volta de 1870, abandonou a vida social e se isolou passando a viver num farol, tendo a partir daí pintado magníficas marinhas, algo dramáticas, revelando a força da Natureza e a sua grande qualidade de paisagista. Winslow Homer (1836-1910), bostoniano, fez a sua aprendizagem com a mãe, que era uma aguarelista amadora, com algum mérito. Curtas estadias em Paris e na Inglaterra, permitiram-lhe o contacto com as novas correntes da pintura europeia. É, hoje, porventura considerado um dos grandes pintores de marinhas, americano. Como aliás se pode ver, por este óleo, Northeaster, pintado em 1895, e que, oferecido por George A. Hearn, integra o acervo do MOMA (Nova Iorque). O contraste entre o escuro do horizonte, de fundo, e a alvura emergente das águas revoltas, atesta a tempestade, o vento forte e as marés vivas, mas também a qualidade da obra de Winslow Homer, em toda a sua plenitude de Artista.

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Pinacoteca Pessoal 57 : a silhueta misteriosa


Relativamente ignorada, a obra do pintor autodidacta norte-americano George Caleb Bingham (1811-1879), readquiriu interesse a partir de meados dos anos 30 do século passado. A sua obra emblemática, "Comerciantes de peles descendo o Missouri", com um tratamento muito peculiar da luz, integra o acervo do MOMA. Para além do comerciante, que nos olha de frente, há também o seu filho e um pato morto sobre o montão das peles. Já a silhueta do animal preso por uma trela, coloca grandes dúvidas. Se, para mim, me parece um gato preto (que nenhum dos estudiosos e especialistas, da obra de Bingham, assim reconhece), as opiniões dividem-se entre ser uma raposa domesticada (como o catálogo do Museu reconhece) ou, até, uma pequena cria de urso - que julgo totalmente desproporcionada...
Seja como for, é um quadro muito interessante, que terá sido pintado por volta de 1845.
O poste é encimado por um auto-retrato de G. C. Bingham (1834/5).

domingo, 10 de junho de 2012

Portuguesa em destaque (6) : Joana de Vasconcelos


Podemos até não apreciar, excessivamente, a sua obra, mas é sempre um motivo de orgulho sabermos que Joana de Vasconcelos (1971) vai ter expostas em Versalhes, várias obras, de 19 de Junho até ao fim do Verão: entre elas, um gigantesco coração filigranado, que será visto por milhares de visitantes. Mas os jornais também informam que o Museu de Arte Moderna de Nova Iorque (MOMA) adquiriu, recentemente, três projectos do arquitecto português Álvaro Siza, para o seu acervo.
Depois disto, a derrota da selecção portuguesa, ontem, contra a Alemanha, até já passou à história...