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sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Música e Poesia LXXI



Quase me apetece dizer, simplesmente, e como na infância: Que lindo!
Como só Fellini conseguiria conceber, neste seu E la Nave va.
Aqui fica, para o lembrar.

terça-feira, 15 de maio de 2018

Música e Poesia LXIX

A desmontagem da fantasia ou o enlevo impossível... de um tango balcânico.

terça-feira, 13 de junho de 2017

Música e Poesia LXVIII

"...cavalgam zebras,
voam duendes,
atiram pedras,
arrancam dentes..."

Quando ouvi, cantadas, estas palavras, na voz bem timbrada de José Afonso (1929-1987), da balada Senhor Poeta (1962), identifiquei-as de imediato como sendo de um dos primeiros livros de António Barahona da Fonseca (1939). Mas havia, ao longo desta balada coimbrã, outros versos que não consegui atribuir. Só anos mais tarde vim a saber que tinham vindo de outro poeta: Manuel Alegre (1936). A balada era, pois, uma miscelânea de dois poetas que, José Afonso tinha articulado, sabiamente, sobre diferentes poemas.

Ontem, à tarde, comprei usada uma antologia de poesia brasileira, publicada em 1951, seleccionada por Fernando Ferreira de Loanda (1924-2002), poeta nascido em Angola, mas naturalizado brasileiro. Ao folheá-la encontrei, na página 76, uma Canção Vai-e-Vem, do poeta do Rio Grande do Sul, Paulo Armando (1918). Assim:

Em rosa clara te vi,
Rosa morta te deixei.
Em rosa clara algum dia,
Te verei.

Na lua vinda te fiz,
Lua finda te entreguei.
Eras ela ou te seria,
Saberei.

Em noite larga te ardi,
Madrugada te apaguei.
No retorno que te viva,
Te amarei.

Ora, eu já conhecia estes versos. Mas sempre pensei serem palavras rimadas que José Afonso compôs para uma sua balada. Afinal, eram de um obscuro (para mim) poeta brasileiro. E o título (Canção do Vai...e do Vem) fora, talvez um pouco à revelia, ligeiramente alterado pelo Cantor português, em 1963. Mais uma vez, também, José Afonso intercalou o poema original (e muito bonito), com versos de outro alguém, que eu não consegui identificar. E a balada resulta!
Tive de concluir que, quando são de qualidade, os cantores acabam por fazer suas as palavras dos outros, que são poetas, enriquecendo-as, algumas vezes, pelo poder misterioso e inefável que a música e a voz humana, na sua cambiante múltipla de sensações, lhes pode dar...


para MR, em inesperada geminação, de origem diversa.

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

terça-feira, 23 de junho de 2015

Música e Poesia LXIV


As imagens deste vídeo, do meu ponto de vista, acusam um novo-riquismo excessivamente exuberante, para o meu gosto...
Mas este Dueto das Flores, de Léo Delibes (1836-1891), que integra a ópera "Lakmé", não deixa de ser uma beleza, desde que as vozes e a orquestra que o executam tenham alguma qualidade profissional.

domingo, 1 de março de 2015

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Música e Poesia LXII


Estás sentada
diante do ofício alto desta harpa.

Mesmo invisível, consegui reconhecer-te,
artífice das correntes invisíveis.


Philippe Jaccottet (1925)


Nota: a fotografia intitulada "Lisa with harp" (Paris, 1939) é de Horst P. Horst (1906-1999).

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

terça-feira, 21 de outubro de 2014

sábado, 27 de setembro de 2014

Música e Poesia LVIII : "The Lass of Aughrim"


Esta espécie de balada, The Lass of Aughrim, de origem irlandesa, já surgiu no Arpose, em 28/8/2010, secundarizada, porém, pelas dramáticas imagens que antecedem o final do filme "The Dead", de John Huston, baseado no conto homónimo de James Joyce, do livro "Dubliners".
A incontestável beleza da canção justifica que, aqui, a coloque de novo, na sua versão inteira. A guitarra usada no acompanhamento, e que foi restaurada, pertenceu ao próprio James Joyce.

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Música e Poesia LVI

Joan Manuel Serrat (1943) canta Antonio Machado (1875-1939).

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Música e Poesia LIII


Sobre poema de George Seferis (Na praia), Mikis Theodorakis musicou esta canção que Maria Farantouri interpreta, magistralmente.
Para acordar devagar...

domingo, 30 de junho de 2013

sábado, 16 de março de 2013

Música e Poesia LI


O título do poste - avisem-se os incautos - vai aplicado com ironia, q. b..
Mas podemos sempre imaginar, à falta de música, o som cristalino das guitarras estudantis a trinar no Choupal, ao fundo, já fora deste postal que, em 1911, veio do Vimeiro para Lisboa. E que o penteadíssimo estudante declamasse, para a rotunda tricana, a líndíssima quadra de Vitorino Nemésio:

As tricanas são da Alta,
os futricas de Sansão,
o Mondego deu à malta
um choupo por coração.