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domingo, 17 de fevereiro de 2013

Necrofilias ?


Aqui há uns anos, provocou alguma celeuma a decisão sobre a abertura do túmulo e devassa, para investigação científica (?), sobre o corpo do nosso primeiro rei, D. Afonso Henriques. A acção foi recusada, in extremis, pelo ministério da Cultura. A ter acontecido, ter-se-ia esclarecido a ideia que o Rei era de altura gigantesca, para a sua época, pois a lenda refere que teria mais de 1 metro e 80.
Os despojos de pessoas célebres sempre provocaram curiosidade humana. No entanto, para mim, as inúmeras múmias que se exibem no Museu Britânico provocam-me sentimentos desencontrados, onde entra uma certa repulsa pelo desrespeito e aberração pela exposição desses corpos, que deveriam merecer o silêncio e o repouso na sepultura de um cemitério, e não a exibição num museu. Mas os exemplos abundam: Tutankhamon, o corpo embalsamado de Lenine, o sangue de S. Gennaro (Nápoles), que se liquefaz de tempos a tempos, o corpo mumificado e escuro de S. Torcato, em redoma de vidro, na zona de Guimarães... Parece que a necrofilia paga bons dividendos.
Calhou agora a vez do corpo de Ricardo III (1452-1485), rei de Inglaterra, que andava desaparecido e foi descoberto por um grupo de arqueólogos, muito recentemente. As ossadas comprovaram a morte violenta que sofrera na batalha de Bosworth e a escoliose da coluna de que muitos autores - Shakespeare, nomeadamente - se fizeram eco. Teria valido a pena? Apetece-me concluir com o título de uma das peças do dramaturgo inglês: Much ado about nothing...

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Pequena história (17) : a múmia


Diz-se que, quem conta um conto, acrescenta um ponto, mas eu vou procurar ser sucinto e ater-me à realidade que, já em si, é ficção.
As temáticas sobre a "maldição da múmia" tiveram origem na Inglaterra, o que não admira, pela quantidade destes objectos (?) egípcios que se encontram no Museu Britânico. Ora, na sala onde elas se perfilam, ao alto, do lado direito e esquerdo, dizem que uma delas, em determinada hora do dia, pela incidência da luz solar, parecia desaparecer do olhar do visitante do museu, para voltar a surgir, alguns segundos depois. E quem presenciava este desaparecimento "sobrenatural", pouco tempo depois do facto, vinha a morrer. Por isso, os familiares dos falecidos começaram a queixar-se à direcção do Museu Britânico que, devido a tantas reclamações, decidiu tirar a referida múmia da vitrine e mandá-la arrumar no depósito. O problema é que, passados uns meses, o guarda do depósito morreu, inesperadamente.
E a saga continua.
Por precaução e para quebrar o enguiço, o Museu Britânico resolveu oferecer a dita múmia a um museu norte-americano. E qual foi o meio de transporte escolhido? O transatlântico "Titanic"...
E prossegue o acrescento da lenda, com novas ramificações.
A versão continuada refere que o homem encarregado do acompanhamento da múmia, através de suborno, conseguiu salvar a múmia, fazendo-a embarcar num dos botes salva-vidas dos sobreviventes e, desta maneira, o objecto funerário chegou ao museu americano. Mas, aí, também começaram a morrer visitantes e empregados do museu, subitamente, e a direcção, preocupada, devolveu a múmia ao Museu Britânico. E qual foi o meio de transporte utilizado? O paquete "Lusitânia"...
Como dizem os italianos: "se non è vero è ben trovato".
Esta e outras histórias poderão ser lidas em "The Mummy's Curse", de Roger Luckhurst, editado pela Oxford University Press.