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quinta-feira, 10 de abril de 2025

Filateliia CXXIV


Desde cedo que a Suíça se apercebeu que os seus selos de correio poderiam ser uma óptima fonte de receita para os seus orçamentos, especializando-se, por isso, os seus serviços postais em temáticas (flora, fauna...) que atraissem o interesse de filatelistas nacionais, mas também estrangeiros.


A qualidade profissional da empresa helvética Courvoisier SA, que chegou a trabalhar para os CTT portugueses (séries heliogravadas do Presidente Carmona, 1945, da 2ª emissão de Costumes Portugueses, 1947, e Dinastia de Aviz, 1949) também contribuiu para o prestígio dos selos suiços e sua divulgação no mercado filatélico.




Logo, outros pequenos países com menores capacidades financeiras, dando conta do sucesso, lhe seguiram o exemplo produzindo séries filatélicas que foram fidelizando coleccionadores a comprarem-lhe as tarjetas postais para os seus acervos. Destacaria, por exemplo, Mónaco, Vaticano, e S. Marino que deixo em imagem comprovativa, na imagem superior.

sábado, 8 de agosto de 2020

Filatelia CXXXVIII


No último epsódio da série Columbo, que a televisão está a retransmitir através da RTP-Memória, alguém perguntava a alguém se sabia qual era a primeira actriz de cinema que aparecera em selos do correio. E esse alguém, no episódio, respondia que fora Grace Kelly (1929-1982).
Claro que não fora como actriz, mas sim como princesa do Mónaco, ao casar-se com Rainier, em 1956, que Grace ganhara o privilégio de constar  na filatelia monegasca. Muita água passou depois sob as pontes, e as actrizes e actores passaram a aparecer, depois de mortos, naturalmente, nos selos de vários países. Na Inglaterra, França, E. U. A., Portugal, entre tantos outros.



Mas há um caso singular que se passou na Alemanha. Que, com outros profissionais de cinema representados, os correios germânicos quiseram celebrar, também, numa série de 2001, a conhecida actriz Audrey Hepburn (1929-1993).
Ora acontece que, de Audrey, constava a imagem em que ela aparecia no filme Breakfast at Tiffany's, baseado numa novela de Truman Capote, com uma longuíssima e elegante boquilha, a fumar. E logo as puritanas e politicamente correctas boas almas alemãs se insurgiram contra o despautério tabagista. Reclamando para os correios.
Que, respeitadores e obrigados, retiraram o selo de venda e circulação, como bons seguidores da ordem e moral públicas.
Só que, no entretanto, tinham-se já vendido 5 estampilhas com esse motivo e o selo tornou-se uma raridade. Há poucos anos atrás, um exemplar usado foi vendido, em leilão, por 135.000 euros!...  Até parece que o crime compensa.