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quarta-feira, 1 de maio de 2019

Para a iconografia do 1º de Maio


Será difícil, se quisermos abordar a temática do Dia do Trabalhador, prescindirmos dos pragmáticos e eficazes cartazes de propaganda soviéticos, alusivos a este dia e executados para o efeito, nos primeiros tempos do regime comunista. Apologéticos, engajados, não deixavam de ter uma certa beleza militante.

Tivemos uma imitação serôdia, por cá, depois do 25 de Abril, com os majestosos murais do MRPP, hoje, praticamente todos desaparecidos e, infelizmente, substituídos por pinchagens indigentes que alguns ignorantes logo apelidam de arte urbana...
Como curiosidade anoto que não me lembro de nenhuma pintura ou ilustração norte-americana que celebre esta data. Muito embora em Chicago, no ano de 1886, o 1º de Maio tenha sido sangrento.
Teremos de ir mais abaixo, na América, até ao México e convocarmos Diego Rivera (1886-1957) e os seus esplêndidos murais em homenagem ao trabalho operário e ao Dia do Trabalhador.


domingo, 21 de outubro de 2018

De intervenção, pois então!...


Esclareça-se que esta canção (Rata de dos patas) da mexicana Paquita la del Barrio, pseudónimo de Francisca Viveros Barradas (1947), com letra de Manuel Eduardo Toscano, tinha como endereço Carlos Salinas Gortari, controverso Presidente do México, de 1988 a 1994.

domingo, 25 de fevereiro de 2018

Uma fotografia, de vez em quando... (103)


Assumidamente autodidacta, o fotógrafo norte-americano Duane Michals (1931), a pedido do governo mexicano, cobriu os Jogos Olímpicos de Verão, em 1968. Assim como trabalhou e colaborou com as revistas Esquire e Vogue.



A inovação e o lado lúdico da vida ocupam uma boa parte da sua obra, de que as fotos que dedicou a René Magritte são um bom exemplo. Muitas vezes, Michals faz acompanhar os seus instantâneos, de pequenos textos reflexivos ou meramente especulativos.


Numa expressa manifestação de um diálogo que procura exceder o mero campo visual.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

As Américas


Com os ventos que correm, talvez seja oportuno lembrar as clarividentes palavras do antigo Presidente do México, Porfirio Díaz (1830-1915), que afirmava:
"Pobre México, tão longe de Deus e tão perto dos Estados Unidos."


segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Bibliofilia 92


Pablo Neruda (1904-1973) foi um dos meus poetas de eleição, na adolescência. Hoje, e apesar do retrato impiedoso, mas certeiro, que dele traçou Juan Ramón Jiménez, ainda há alguns poemas do poeta chileno que eu releio, com gosto.
Os dois livros, em imagem, são primeiras edições e das últimas obras preparadas por Neruda, para publicação, embora Incitación al Nixonicidio..., seja já póstumo e tenha sido editado no México, cerca de dois meses depois do golpe de Pinochet. Plenos Poderes (1962) foi publicado em Buenos Aires (Argentina).
Comprei novas as duas obras, pouco depois de terem saído, e em Lisboa. Plenos Poderes custou-me Esc. 60$00 e o segundo livro, de 1973, foi-me vendido por Esc. 80$00, na Livraria do Apolo 70.