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segunda-feira, 25 de outubro de 2021

Citações CDLXVI


 
As máximas são como os números, que compreendem grandes valores em poucos algarismos.

J. J. R. de Bastos (1777-1862), in Collecção de Pensamentos... (1854).

domingo, 8 de agosto de 2021

Pensar - 1

 

Embora gostando de algumas palavras pelo efeito sonoro, como é tagarelar, não aprecio, no caso em apreço, o sentido do termo pelo facto de se enquadrar, na perfeição, neste mundo oco e pouco dado a exercícios mentais mais consistentes.

Assim, e querendo registar – porventura para memória futura – alguns pensamentos que se me vão surgindo nas leituras, escolhi a palavra pensar que, no seu sentido infinitivo, se afasta cada vez mais da nossa vida quotidiana. Infelizmente.

 Lembrei-me logo do livro Pensar, de Vergílio Ferreira, a propósito da minha escolha do tema para registar, oportunamente, algumas máximas ou pensamentos estimulantes. Do autor citado, segue uma frase com que abre o seu livro: “Não se pode pensar, fora das possibilidades da língua em que se pensa.”

Acrescento meu: dominando várias línguas, aumentam, sem dúvida, as possibilidades e variantes de pensamento.

 Para o início desta secção dos meus contributos no Arpose, encontrei uma observação de Jorge de Sena, sobre o Romantismo e o Modernismo Brasileiro que não queria perder. Aqui vai:

 “Os modernistas (...) apelavam para uma quebra de todas as tradições e para uma renovação com algo mais fundo e mais verdadeiro para com a vida do que qualquer tradição. É esta a essência do espírito modernista. E devo apontar que só à primeira vista é possível achar que o Romantismo pode ser definido quase nos mesmos termos. A diferença está na qualidade: o Romantismo era tudo isto como maneira de ser: o Modernismo não foi nunca uma maneira de ser mas uma maneira de entender o nosso ser.”

[sublinhado meu da máxima que tirei do artigo de Jorge de Sena, com o título, «Modernismo Brasileiro: 1922 e Hoje», in Estudos de Cultura e Literatura Brasileira, Lisboa, Edições 70, 1988]

 HMJ

segunda-feira, 28 de julho de 2014

3 máximas não localizadas, de autores anónimos ou desconhecidos


1. O que não sabes, não te pode magoar.

2. Onde há uma vontade, haverá sempre um caminho.

3. O mito desenvolve-se melhor longe do lugar onde foi criado.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

3 máximas de Rivarol


-  O desprezo deve ser o mais misterioso dos nossos sentimentos.

- De uma forma geral, a indulgência para com aqueles que conhecemos é bem mais rara do que a compaixão por aqueles que desconhecemos.

- Os parvos deveriam ter, pelas pessoas com espírito, a mesma desconfiança que estas têm para com eles.

Antoine de Rivarol (1753-1801).

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Sentenças ou máximas de um velho códice quinhentista (3, e último)


18.
Que meios são as verdades
para perder os amigos!
Boas obras e amizades
têm as mesmas qualidades,
contém os mesmos perigos.

40.
Quem se louva ou se deslouva
dá de si prova bastante
de hipócrita ou d'arrogante.
Quem cala, a tempo se louva
mais que todo o bom falante.

45.
O acertar de repente
é dom mais que natural
e o cuidar é de prudente:
achar-se-á, raramente,
quem cuide sem acertar.

Nota: procedemos, uma vez mais, a algumas actualizações ortográficas.

domingo, 30 de dezembro de 2012

Sentenças ou máximas de um velho códice quinhentista (2)


10.
As vontades que apetecem
cousas que são da vontade,
alcançadas, aborrecem;
com muita mais brevidade
a mesma vontade esquecem.

14.
Perigosa ocasião
que a vida mais inquieta,
é muita conversação;
o fugir à multidão
sempre foi coisa mais certa.

17.
Que voz é tão pregoeira
do homem que faz e cala?
A que somente é vozeira
como trombeta grosseira,
nela só o vento fala.

D. Francisco da Costa, in Cancioneiro chamado de Maria Henriques.

Nota: procedeu-se a alguns ajustamentos ortográficos.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Sentenças ou máximas de um velho códice quinhentista (1)


1.
Quanto mais mundo envelhece
mais se entende que empiora,
quem mundo também conhece
e às suas leis obedece,
nele, está de si bem fora.
3.
Consolam palavras muito;
de grandes bens são o meio:
custam pouco e obram muito;
quem se dói do mal alheio,
no seu próprio fará fruto.
6.
Quem não sobe, pouco desce;
e não cai quem nunca salta;
quem não urde, pouco tece;
quem suas faltas conhece,
se não quer não cai em falta.

D. Francisco da Costa, in Cancioneiro chamado de D. Maria Henriques.

Nota: procedeu-se a algumas actualizações ortográficas.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

3 Máximas de Chamfort


36.
Desejamos  a preguiça ao mau e o silêncio do estúpido.
40.
Há disparates bem ataviados, como há parvos muito bem vestidos.
134.
É mais fácil legalizar certas coisas do que legitimá-las.

Nicolas Chamfort (1740-1794).