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sexta-feira, 25 de março de 2022

Esquecidos (9)



Esta súmula de afectos que a memória perpetua, habitualmente, torna-se com o tempo um local de romagem virtual e oásis gratificante a que recorremos em momentos de tédio, dúvida ou solidão pessoal. Podem ser imagens ou palavras, cheiros e sabores, geografia de lugares amenos. Ou apenas nomes. Ancoradouros seguros, no tempo incerto.



António Mega Ferreira resolveu, e muito bem, no penúltimo JL (nº 1342), trazer-nos à lembrança o multímodo escritor e divulgador cultural português-santomense Mário Domingues (1899-1977), figura bem conhecida de quem lia e se interessava pela História de Portugal, em meados do século passado. Mas também autor de policiais, sob vários pseudónimos.



Creio que Mário Domingues está hoje relativamente esquecido, e não o merecia. Suponho que actualmente não há livros de qualidade semelhante e de propagação histórica aos que a Romano Torres editou, para a juventude, da sua autoria, em meados do século passado. Que, além de fidedignos quanto aos factos, eram bem escritos. E que eu li com tanto agrado e entusiasmo, na minha adolescência.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Leituras Antigas XV : Cervantes e Mário Domingues



Os dois livros, cujas imagens de capa se reproduzem, fazem parte da minha memória e imaginário infanto-juvenil. Devo tê-los lido no início dos anos 50. O "D. Quichóte de la Mancha..." deve ter sido impresso na década de 40, pela Empresa Literária Universal (Rua da Hera, 17 - Lisboa), e custava Esc. 7$00. É uma versão condensada e abreviada do grande Clássico espanhol, de Miguel de Cervantes (1547-1616). O desenho da capa é da autoria de Silva e Souza.
"A vida grandiosa do Condestável" (1954?, a segunda edição é de 1957), por Mário Domingues, foi publicado pela Edição Romano Torres, e custou Esc. 15$00. Da mesma série (histórica), tenho ainda "O Infante D. Henrique" e "O Marquês de Pombal", todos escritos por Mário Domingues, dinâmico divulgador cultural dessa época. Nuno Álvares Pereira foi um dos meus (poucos) heróis, idealizados, da infância-adolescência.