Mostrar mensagens com a etiqueta Mário Braga. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Mário Braga. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

A memória curta e o parolismo nacional


Deslumbramo-nos com monumentos e paisagens estrangeiros, e esquecemo-nos de ver e louvar os nossos; pomo-nos de cócoras perante acontecimentos que ocorrem lá fora, mas desvalorizamos os que por cá vão acontecendo; endeusamos os artistas de outros países mas, ingrata e parolamente, num terceiromundismo novo-rico, ignoramos os portugueses.
Mário Braga (1921-2016), nascido em Coimbra e falecido em Lisboa, no passado dia 1 de Outubro, teve alguma projecção como escritor, sobretudo de contos, nos anos 50/70, e esteve ligado ao grupo da revista Vértice. E era talvez o último sobrevivente dos neo-realistas e da geração do Novo Cancioneiro (Coimbra).
Pois, no passado domingo, 2/10/16, o meu jornal dedicava 4 ou 5 páginas a 2 escritores norte-americanos (Philip Roth e Saul Bellow). Quanto a Mário Braga e ao seu passamento, não fora o obituário - pago pela família - nada constaria.