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quarta-feira, 30 de julho de 2025

Da leitura 62


Por aqui se hão-de ver algumas diferenças de dois celebrados realizadores do cinema italiano:

 


" A 9 de Maio de 1962 iniciam-se em Roma as filmagens de 8 e 1/2 de Federico Fellini (1929 -1993). Cinco dias mais tarde começam na Sicília as de O Leopardo, de Luchino Visconti (1906-1976). Ambos os filmes se acabam em Outubro desse ano. (...) Visconti programou tudo. Fellini deixa-se levar pelas circunstâncias. Tudo opõe Luchino Visconti e Federico Fellini. (...) No cenário de Fellini reina a confusão. Sem ruido este último perde a sua calma e a sua inspiração. Com Visconti, o silêncio é de rigor, e a sua equipa vive no temor de o pertubar."

Samuel Blumenfeld, in En 1962, l'apogée du cinema italien (Le Monde, 11 de Julho de 2025).

domingo, 18 de agosto de 2024

A propósito e em sequência : Nino Rota, Il Gattopardo

Alain Delon (1935-2024)



Os papéis de Rocco e Tancredi em filmes realizados por Visconti, bastariam talvez para perpetuar a figura de Alain Delon, actor franco-suiço que, hoje, abandonou a vida, na sua realidade fatal.

sábado, 5 de novembro de 2022

Cinema


No seu Prosimetron, MR lembra que é hoje que se celebra o Dia do Cinema, destacando O Leopardo, de Luchino Visconti, como seu filme predilecto. Eu apadrinharia este seu gosto, até porque as minhas opções seriam maioritariamente europeias (Rohmer, Bergman, Truffaut, Rosselini, Visconti, Risi, Scolla, Fellini...), com predominância inequívoca de realizadores italianos.
E, dentro destes, privilegiaria dois deles e dois filmes: Rossellini e "A Tomada do Poder por Luís XIV" (1966), pela pouco notada economia de meios ao tratar um tema tão denso. E "8 1/2" (1963), de Fellini, pela sua desmesura barroca genial.
Deste último deixo, neste Dia do Cinema, um pequeno tributo em vídeo, para o lembrar.

sábado, 1 de agosto de 2020

Um CD por mês (16)



Celebra-se este ano o centenário do nascimento de Federico Fellini (1920-1993). Realizador italiano, cujos filmes, na sua maioria, tiveram auspicioso acompanhamento de bandas sonoras criadas de propósito pelo grande compositor Nino Rota (1911-1979). Que, por sua vez, também trabalhou para Luchino Visconti e Coppola , entre outros cineastas.


Rota é dos tais casos dificeis de classificar. Se uma parte da sua obra cabe, perfeitamente, no cânone da música clássica, as composições para o cinema andam lá muito perto, pela sua qualidade.
O CD duplo de hoje foi editado em Itália, no ano de 2007.


terça-feira, 10 de março de 2020

Do que fui lendo por aí... 35


Por esta altura, e a propósito, para me habituar, eu deveria estar a  ler Defoe ou Camus, ou então rever Visconti e a sua Veneza empestada. Mas aconteceu que me calhou, e bem na rifa, um velho volume (1966) de contos de Ernest Hemingway (1899-1961).
E por aí vou admirando e lembrando a sua concisão narrativa, a ausência de rodriguinhos floreados e pirotécnicos, leitura enxuta que bem poderia aproveitar a tantos plumitivos pernósticos, prolixos e medíocres que se vão publicando por aí. Como tortulhos incontinentes, a quem as editoras dão guarida e terreno, indiscriminadamente...



segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Divagações 124


É Claudio Magris (1939) que, no seu Alfabetos, fala de Praga como uma "cidade literária", no seu conceito mais restrito. Mas, no sentido amplo, por ordem de importância, e sobretudo no século XX, a sagrada trilogia de Veneza, Trieste e Praga foi um must de distinção de alguns escritores e poetas que se prezavam de o ser. Este fascínio, porventura estranho, contagiou muitos leitores e viajantes. Actual e infelizmente, no entanto, Veneza está condenada, principalmente, ao turismo democrático e popularucho, tendo perdido grande parte da sua população residente.
Também para pintores e para os amadores de pintura, no século XX, foram lugares míticos: Florença, a Provença, Paris e, depois, sucessivamente, Londres, Berlim, S. Francisco...
A tudo isto - creio - anda também associado algum snobismo intelectualóide, simultaneamente parolo, de alguns que se julgam ungidos do favor, graça e pertença a uma casta de eleitos e que, com alguma frequência, citam ou referem essas "cidades literárias" ou artísticas, pour épater le bourgeois. Visconti, como realizador e com dois dos seus filmes ("Senso", de 1954, e "Morte em Veneza", de 1971), também ajudou imenso à criação desses mitos, no caso particular, sobre esta cidade italiana do Adriático.
Se Joyce está ligado a Trieste, o seu nome leva-me sempre a Dublin. A Praga, chamava Kafka a sua "Mãezinha". E até acredito que Thomas Mann e Eugénio de Andrade tivessem falado de Veneza sinceramente, com verdadeiro afecto e profunda impressão, mas duvido que esse facto actue, hoje, nos seus leitores como se de um deslumbramento maravilhoso se tratasse, desencadeando, neles, um transe de hipnótico encantamento e atracção.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Memórias...


Parece-me indiscutível que a memória visual sobreleva todas as outras: a olfactiva, a do tacto, a dos sons... Mesmo a leitura de um romance impressivo e marcante, se a temos na memória, acaba por ser ofuscada pelas imagens de um filme  que possa vir a ser feito, com base nessa obra. Cito, em abono da minha afirmação, "O Leopardo" (Lampedusa) ou "Morte em Veneza" (Mann), ambos realizados por Luchino Visconti.
Um dos assuntos, hoje falados ao jantar, teve por tema a obra de Sttau Monteiro (1926-1993). A propósito de "Felizmente há luar" (1961), recordei "Angústia para o jantar" (1961), que li, na altura, com imenso agrado. Mas deste romance (novela?), grande sucesso nos anos 60, recordava-me apenas de uma vaga casa situada na Avenida Infante Santo, onde decorriam algumas cenas. E, também, distintamente, da capa da primeira edição (em imagem) por onde li o livro.
Mas também me lembro, perfeitamente, da última vez que vi Luís de Sttau Monteiro. No início dos anos 80, no desembocar da Travessa Teixeira Júnior (Alcântara), estava ele - creio - à espera de uma Senhora...

domingo, 20 de outubro de 2013

O poder avassalador da imagem e da música, sobre a palavra


É um facto que começamos a ver muito antes de aprendermos a ler. E também é verdade que a memória das imagens, embora de natureza mais fragmentária e desordenada, é mais "fácil" do que a fixação memoriada de textos, e até frases.
Mas quantos de nós, ao ouvir falar de "Il Gattopardo" (O Leopardo), antes de pensarmos em Tomas de Lampedusa, lembramos Visconti, Nino Rota, Burt Lancaster, Claudia Cardinale. Mesmo que tenhamos lido, com intenso agrado, a obra-prima do escritor italiano. E a memória sobreleva, indiscutivelmente também, da "Morte em Veneza", o Adagietto de Mahler ou expressões de Dirk Bogarde, em prejuízo das palavras da novela de Thomas Mann.
E, até por cá, o célebre "Ninguém!", do Frei Luís de Sousa de Almeida Garrett - para quem viu o velho filme português - poderá ficar sombreado pela imagem luminosa de Maria Dulce, muito jovem, ou pelo avultado corpo e voz de João Villaret.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

O Cinema em casa I



Andava eu no "Baú" à procura de BD do "Fantasma" de Lee Falk, que se iniciou em 17/2/1936, quando se me depararam estes fascículos de Cinema dos anos 50. Permitiam, a quem não pudesse ver os filmes, ler as novelizações e contemplar algumas fotografias da película. Tinham também a ficha técnica com os actores, realizador, etc. Informavam também a casa de espectáculos portuguesa onde o filme se tinha estreado. Por exemplo, "O rei e eu" de Walter Lang, com Yul Brinner e Deborah Kerr, foi estreado no Tivoli, em 22 de Outubro de 1956. O filme de Luchino Visconti, "Sentimento", iniciou as suas projecções no Cinema Monumental. Os fascículos cinematográficos tinham como editor António Feio. Vai também, em imagem, a reprodução das últimas páginas de "O Rei e eu", para se ter uma ideia dos filmes que passavam, na altura, pelas outras casas de cinema. Infelizmente, nenhum destes cinemas funciona, hoje.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Favoritos XXIX : ( as meninas de) Luchino Visconti

Hoje, e por várias razões. E, também, porque me lembra o quadro "As Meninas" de Velásquez.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Música e Poesia VI : O Leopardo

"...o longo sono, o desejo da voluptuosa imobilidade"( do texto do diálogo do filme de Luchino Visconti).
Outras sugestões, mais subjectivas, de leitura : melancolia (malinconia), política, sabedoria, cepticismo, sul da Europa. E, do monólogo do Principe de Salinas, a mudança, no poder, do leopardo pelos chacais e as hienas.


P. S. : o texto é de uma riqueza enorme. E, embora em italiano, espero que seja entendível.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Citações II: G.Tomasi di Lampedusa


"É preciso que alguma coisa mude para que tudo fique na mesma."

Tomasi di Lampedusa