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quarta-feira, 1 de janeiro de 2025

Adagiário CCCLXXV



Se queres ser bom ervilheiro, semeia no Crescente de Janeiro.

domingo, 3 de setembro de 2017

Geometrias


Ao encaminhar-se, gradual mas persistentemente, do Crescente para Cheia, ao longo de sete dias, a Lua parece perseguir uma geometria perfeita. Ao olhar descuidado do homem primitivo, essa forma terá, provavelmente, originado o sentido mental da circunferência, nessas noites de escuridão absoluta e total. Como também, embora de forma nebulosa, a equidistância do centro. Quem sabe?, se da própria simetria.
Mas, depois, o novo caminho da Lua, ao longo de mais duas semanas, até à sua desaparição total (Lua Nova), poderá ter engendrado nesse nosso antepassado longínquo e primitivo, os rudimentos de uma noção de magia. Que o transcendia, de todo. Talvez tenha sido por aí que, na ausência de uma explicação empírica e linear, ele tenha sentido necessidade de criar a astrologia. E, numa fase mais avançada, imaginar a primeira crença. Depois, até à primeira religião, deve ter sido apenas um pequeno passo. Os rituais, é que vieram depois...

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Memória 48 : Pero Vaz de Caminha


Terá viajado, visto e combatido, pelo menos, em Toro, este Pero Vaz de Caminha, nascido no Porto, em 1450, e que veio a morrer, provavelmente, lutando, em Calecute, na Índia, a 15 de Dezembro de 1500. Menos de 7 meses depois de ter escrito a célebre carta do achamento do Brasil, onde a surpresa nas palavras e frescura do texto é muito superior às primeiras palavras dos americanos, quando chegaram à Lua. Tudo faz crer que era homem que conhecia bem as terras do norte de Portugal, e também o seu apelido permite situar a sua ascendência familiar no Minho. Ao escrever a carta a D. Manuel, para comparação da bondade das terras de Vera Cruz, lembra as terras do Norte português. Assim:
"...A terra, porém, em si, é de muito bons ares, assim frios e temperados como os d'Entre Doiro e Minho, porque neste tempo de agora (Maio) assim os achávamos como os de lá. Águas são muitas, infindas. E em tal maneira é graciosa que, querendo-a aproveitar, dar-se-á nela tudo por bem das águas que tem. ..."