Num dia NEGRO, como hoje, em
que o poderoso provincianismo, IGNORANTE, alemão e a matriz liberal dos pafunços nacionais ganharam mais uma batalha na
tentativa de transformar a Europa numa coutada do liberalismo, aberto aos
pistoleiros e vendedores de banha da cobra, só me resta, como sempre, a
esperança na educação e elevação do pensamento.
Ciente da herança cultural
recebida por uma edução assente na promoção social do conhecimento, não me
oponho a novos métodos de ensino. No entanto, continuo a pensar que andamos a
dar pouca importância às tais “basesinhas” de que se falava a propósito da
educação do Eusebiozinho n’Os Maias, numa tentativa de ganhar a batalha sobre o avanço do obscurantismo.
A preocupação, tola e recente, de não “encher”
a cabecinha dos “meninos” com tralha do passado, histórico-literária, faz com
que a ausência de ocupação e a negação do preenchimento espiritual com assuntos de qualidade passe a
ser disponível para pasto mais aberrante, vazio e nocivo.
Oxalá que o dia de hoje seja
de profunda reflexão para evitar males maiores.
Não valerá a pena falar da
vergonha e do desencanto profundo perante o resultado das eleições de hoje na Alemanha, fruto da minha aversão ao provincianismo espiritual germânico, embora defensora ilimitada da salutar vida campestre. Basta lembrar que sempre julguei, com a
antecipação devida, o efeito nocivo do provincianismo bacoco, vazio e
culturalmente deprimente da chanceler alemã, que, infelizmente, continua sem assumir as suas
responsabilidades, tal como os pafunços nacionais, pela deriva nacionalista.