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domingo, 24 de setembro de 2017

Da Janela do Aposento 67: Luz e Sombra




Num dia NEGRO, como hoje, em que o poderoso provincianismo, IGNORANTE, alemão e a matriz liberal dos pafunços nacionais ganharam mais uma batalha na tentativa de transformar a Europa numa coutada do liberalismo, aberto aos pistoleiros e vendedores de banha da cobra, só me resta, como sempre, a esperança na educação e elevação do pensamento.

Ciente da herança cultural recebida por uma edução assente na promoção social do conhecimento, não me oponho a novos métodos de ensino. No entanto, continuo a pensar que andamos a dar pouca importância às tais “basesinhas” de que se falava a propósito da educação do Eusebiozinho n’Os Maias, numa tentativa de ganhar a batalha sobre o avanço do obscurantismo.

A preocupação, tola e recente, de não “encher” a cabecinha dos “meninos” com tralha do passado, histórico-literária, faz com que a ausência de ocupação e a negação do preenchimento espiritual com assuntos de qualidade passe a ser disponível para pasto mais aberrante, vazio e nocivo.

Oxalá que o dia de hoje seja de profunda reflexão para evitar males maiores.


Não valerá a pena falar da vergonha e do desencanto profundo perante o resultado das eleições de hoje na Alemanha, fruto  da minha aversão ao provincianismo espiritual germânico, embora defensora ilimitada da salutar vida campestre. Basta lembrar que sempre julguei, com a antecipação devida, o efeito nocivo do provincianismo bacoco, vazio e culturalmente deprimente da chanceler alemã, que, infelizmente, continua sem assumir as suas responsabilidades, tal como os pafunços nacionais, pela deriva nacionalista.