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quarta-feira, 8 de abril de 2015

Iconografia moderna e laica (23)


"E Deus disse, faça-se luz: e houve luz."

Génesis 1, 3.

sábado, 6 de julho de 2013

Luz e trevas, em metáfora fotográfica e real


Talvez, pelo menos, desde o séc. XVIII, que a luz e as luzes  eram sinónimo de conhecimento e mesmo sinal de beleza: Paris foi considerada, por exemplo, a Cidade da Luz. E, vista de cima, de avião, durante a noite, é realmente um foco de luz intensíssimo.
Daí que seja notório, nesta fotografia por satélite, da imagem, reproduzindo a Península Coreana, o contraste violento entre a luminosidade da Coreia do Sul e as trevas que escurecem quase totalmente a Coreia do Norte.
Numa flagrante metáfora da escuridão em que os governantes, desta ditadura  irracional e aberrante, mergulharam os seus concidadãos.

sábado, 23 de junho de 2012

Luz


Quando começo a ouvir sussurros de novas (?) austeridades (Quosque tandem, Catilina, abutere patientia nostra?), a única coisa que ainda me consola é esta luz portuguesa, tão singular e tão bela, que nos é dada. E que me permite poder ler, em Junho, depois das 9 da noite, na varanda - já o sol vai quebrado.
E, no entanto, tão pouco falamos dela!... Teixeira Gomes tem páginas, por ela, iluminadas, mais a sul; Sequeira teve fulgurações dela, nos seus quadros e Vieira da Silva, longe, tentou recuperá-la, por saudade, decerto. Pouco mais... Sejamos justos: o azul de Maluda tem, também, essa luz lisboeta. E Eugénio fala dela como, só ele, podia falar: "...e a luz / impura, até doer."