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domingo, 3 de março de 2019

Recomendado : setenta e oito


É um livro em que se está bem - ao ler.
MR já tinha falado desta obra, há que tempos!... E, gentil e virtualmente, ma endereçou com envoi cordial, por razões objectivas. Foi a 30 de Setembro 2018, no seu Prosimetron. Imagine-se que passaram 5 meses, até que eu conseguisse comprar este livro, muito bem escrito, por Luísa Costa Gomes (1954), sobre a Costa de Caparica. A Fundação Manuel dos Santos não tem pressa em aviar as encomendas que, por lá, o tempo deve passar muito devagar... A distribuição de livros não tem, seguramente, o mesmo ritmo da empresa-mãe, em suprir as faltas e rupturas, que usa para com as suas grandes e médias superfícies. É uma perninha amadora e ineficaz, que eles fazem, por favor e sobranceiros, para satisfazer os pedidos das obras que vão editando, como se delas não se quisessem separar. Bem se afanou e insistiu R. A., da Livraria Escriba, para que lhe enviassem alguns exemplares do Da Costa (2018). Ao fim de cerca de 150 dias, lá se dignaram corresponder e satisfazer o pedido...
A obrinha (112 páginas) lê-se que é uma maravilha!
Não esperem é encontrá-la, com facilidade, em livrarias. Talvez seja melhor comprá-la no sítio do costume... Aí, a distribuição dos empregados do sr. Santos sempre é mais eficiente, com certeza.

para MR, retribuindo.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

As pequenas livrarias


Só quando me não resta outra alternativa é que me dirijo à FNAC ou à Bertrand, para comprar livros.
Ontem, tive o grato gosto de entrar na Livraria Escriba, na Cova da Piedade, onde num espaço exíguo, em que, por uma sábia gestão e selecção de qualidade, eu consigo encontrar, quase sempre, tudo aquilo que pretendo. É um autêntico milagre como a Livreira-dona o consegue, numa área tão pequena, arrumar o melhor do que se vai publicando em Portugal.
A única excepção, mas por culpa da distribuição, que não da Senhora, é fazer a aquisição de um livro de Luísa Costa Gomes, sobre a Caparica, que eu encomendara. E foi assim que começámos a conversa...
As editoras tratam as pequenas livrarias com sobranceria, atendem-nas em último lugar. Mas a Livreira tem isso em conta, sabe-o por experiência e não se exaspera. Sabe esperar. A seu favor, tem apenas o gosto das suas escolhas e o clube de fãs - como lhe chamou. E que são os seus clientes fiéis.
E foi assim que lá encontrei os 3 números da revista Electra, já publicados e que eu há muito procurava. A revista tem uma excelente qualidade gráfica, ao nível da Colóquio, da Gulbenkian, embora num outro patamar e conteúdos, e bons colaboradores. Como editor, António Guerreiro, que é sempre uma garantia...


domingo, 7 de setembro de 2014

Contos : breve balanço de leituras


A palavra escrita, para quem sabe ou gosta de ler, tem o condão de despertar o respeito e/ou a curiosidade, por todo e qualquer documento impresso. Ainda hoje, ao depositar os jornais antigos, no contentor do papel, não pude deixar de sobrevoar uma olhadela platónica pelo que por lá havia. Folhetos de publicidade e jornais velhos, na sua quase totalidade. De vida breve, portanto.
Lidos os 25 contos de ficção, para intervalar a prosa longa de "Guerra e Paz", das duas antologias que comprei, há dias, há que fazer um balanço curto. Há dois de que poderei contar a história resumida, para algum amigo ou conhecido, que tivesse curiosidade. O primeiro que li, "A senhora do cãozinho", de Anton Tchekhov, passado em Ialta; e "A piscina orfã", de John Updike, ajudado talvez pela - julgo - magnífica tradução de Luísa Costa Gomes. À distância, e com benevolência, poderia fazer alinhar, ainda, uma curta narrativa de David Lodge e, outra, de O. Henry (Primavera à la carte). Os restantes contos são esquecíveis.
E foi tudo: magra colheita...