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segunda-feira, 30 de agosto de 2021

Pensar 2

 


Durante a leitura do livro de Luís Reis Torgal, Essa Palavra Liberdade ..., o autor refere-se, por diversas vezes e com pertinência óbvia, a Almeida Garrett, o “poeta da Revolução”.

Aliás, a obra ímpar supra reproduzida, modelo espantoso de junção de géneros, exige sempre um retornar à História do Liberalismo para compreender bem a obra e situar o leitor no seu contexto. Caso contrário, a criação magnífica de Almeida Garrett não passa de uma enorme “chatice”.

No entanto, a consulta e leitura de várias obras sobre a época não tem ajudado, em muitos casos, ao esclarecimento, porque, nas palavras de Reis Torgal, “sou já de um tempo em que a história do liberalismo e da república, ou a história contemporânea em geral, não era abordada na Universidade e, se o era no ensino primário e no ensino secundário, pretendia-se, de uma forma expressa ou subliminar, integrá-lo numa lógica corporativa de crítica ao liberalismo individualista, ao demoliberalismo, ao socialismo (democrático ou comunista) ou mesmo ao cristianismo dito «progressista».”

Nesse sentido, Reis Torgal cumpre perfeitamente o que promete no capítulo O Sentido deste Livro, a saber:

“Assumidamente esta obra integra-se nas comemorações do Bicentenário da Revolução de 1820, que se estende pelo menos até 1823, e pretende atrair a atenção do leitor para alguns aspetos que o autor foi estudando, com a maior objectividade a que o obriga a condição do historiador, aspectos que considerou de certa importância e atualidade. Não quis cometer o erro de confundir o presente com o passado, mas também não quis esconder as razões que me levarem a abordar os temas que a seguir são tratados. Num país em que (quase) nada se discute seriamente, não pretendi omitir qualquer ideia, mesmo mais presente e polémica, que justificasse o trabalho realizado e, por vezes, revisto”.

1)Luís Reis Torgal, Essa Palavra Liberdade ..., Lisboa, Temas e Debates – Círculo de Leitores, junho de 2021

Post de HMJ

sábado, 21 de agosto de 2021

Últimas aquisições (32)


A ficção não anda com muita sorte, pelas nossas paragens. Embora revisitemos, por vezes, algum romance das estantes, como foi o caso, para nós ambos, de reler passagens de Os Telles de Albergaria (1901), de Carlos Malheiro Dias (1875-1941), prosador português estimável mas, infelizmente, esquecido. Ora, hoje, lá voltamos à nossa livraria predilecta e de lá trouxemos dois livros, de conhecidos historiadores nacionais.



Eu, uma obra de Pacheco Pereira, saída ainda este mês, de que reproduzo a contracapa, e cujo texto dá uma ideia do teor do conteúdo. HMJ optou por um livro de Reis Torgal sobre o século XIX, centrado nas lutas liberais e viradeira posterior. Creio, ou pelo menos espero, que as leituras nos vão agradar.