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segunda-feira, 24 de dezembro de 2018

Bibliofilia 168


O Natal é, provavelmente, uma das temáticas mais frequentada pelos escritores portugueses.
Da crónica (Fialho, Ramalho Ortigão) ao conto (Eça, Sophia, Sena), passando pela poesia (Régio, Eugénio de Andrade, Mourão-Ferreira), a quadra natalícia foi abordada, exaustivamente, na literatura portuguesa, de forma melhor ou pior.
Continuo a achar que a melhor antologia que se fez, de textos literários, sobre este tema, foi editada e coligida por Vitorino Nemésio, em 1944, sob o título O Natal Português. Mas já  falei dele, aqui, no Arpose, a 23/12/2013 (Bibliofilia 93). Relembro, pela qualidade, o Cancioneiro de Natal (1972), de David Mourão-Ferreira, com dois ou três belíssimos poemas alusivos.
E não posso deixar de referir, porque seria pecado não o fazer, nesta altura do ano, O Natal na Arte Portuguesa (1965), de José Régio. Para iconografia deste poste, escolhi dois livrinhos menos valiosos, mas que não deixam de ser interessantes. O Natal em Portugal (1955), em que Luís Chaves foca as tradições beirãs desta época; e um belo conto de Jorge de Sena (A Noite que fora de Natal), escrito no Brasil (Araraquara), e editado pela Estúdios Cor, em Dezembro de 1961.