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sexta-feira, 3 de março de 2017

Núncios e Cardeais


Tem-me sido de grande proveito a leitura que venho fazendo dos Estudos Históricos, de Luíz Teixeira de Sampayo (1875-1945), livro de que falei aqui, a 16/2/2017. Especialmente, naquilo que diz respeito às relações de Portugal com a Santa Sé.
Fiquei assim a saber o que é o Direito de Exclusiva, que nos irmana, em importância, nos Conclaves, à Espanha, França e Áustria. Esta prerrogativa não escrita, mas sempre respeitada, permitia a Portugal vetar a eleição de algum Cardeal a Sumo Pontífice. Luíz Teixeira de Sampayo informa também que o duplo título de Bispo-Conde de Coimbra, vem do tempo de D. Afonso V, para titular de Arganil, de um eclesiástico que era tão bom a batalhar como a rezar e a cumprir os preceitos da Igreja...
As regras maiores entre a Santa Sé e Portugal ficaram, no entanto, mais bem regulamentadas no reinado de D. João V. A partir daí é que o bispo português, ao ser nomeado para Lisboa, passava automaticamente a Cardeal. Também os núncios apostólicos, após terminarem o seu mandato como embaixadores, em Portugal, da Santa Sé, eram elevados, tradicional e seguramente, ao cardinalato, pelo Papa.
Uma espécie de prémio ou recompensa, muito longe ainda de haver as offshores...

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Uma questão de gosto


Embora politicamente situado, nada tenho contra a Direita, desde que civilizada, consistente e pensada. Moreiras, ainda que pedreiros-livres, Pintos, mesmo que salazarentos, porque estruturados ideologicamente, são-me estimulantes. Não me provocam nem urticária, nem alergia: obrigam-me ao confronto mental e ao debate interior, no aspecto político, o que é sempre salutar no plano das ideias.
Agora, não me obriguem, hoje, quinta-feira, a ir ao CCB, acompanhar o beija-mão da coscuvilhice, estar em fila indiana para o autógrafo duma pobre personagem algarvia, que esteve 10 anos em Belém, só para aparecer momentaneamente na TV. Apoiar a sua mediocridade, num ajuste de contas mesquinho com o passado, só revelaria, da minha parte, falta de gosto e de sentido crítico para com a História. Seria, no mínimo, excessivamente doentio.
Em contraponto, preferi trazer da rua do Alecrim, hoje, do meu alfarrabista de referência, dois livros (em imagem) de homens de Direita, para ler, mas que foram ideologicamente esclarecidos, coerentes, estruturados, consistentemente, na sua prática política.
Além de que os livros estão muito bem escritos...