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quarta-feira, 11 de março de 2026

Foi assim

 

Ao fim da tarde de ontem.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Filatelia CLIII


A carta, em imagem, pertencia a um arquivo de um estabelecimento comercial importante de Guimarães (Francisco Martins Fernandes), situado na rua de Camões, e que vendia tecidos e atoalhados.
Nessa altura (1871), os Correios portugueses gozavam de excelente fama de eficácia, profissionalismo e rapidez nas entregas de correspondência e encomendas, que veio a perder-se apenas em finais do século XX.
No que diz respeito à celeridade, podemos ver os carimbos: esta carta foi posta nos correios de Lisboa a 24 de Fevereiro de 1871, chegou ao Porto no dia seguinte (25/2) e foi entregue, nesse mesmo dia, em Guimarães, no armazém de FMF. Ou seja, apenas um dia para cobrir os cerca de 480 quilómetros do percurso.
Isto é que era trabalhar como deve ser!
E não como hoje...      

segunda-feira, 6 de outubro de 2025

Da leitura 63

 


Da antologia Lisboa (Prosa), escolhida por Tomaz Ribas, e do texto de M. Teixeira Gomes (1860-1942) passámos a citar da página 60:

"Na Rua do Tesouro Velho encontrei o Jorge Della Faille. Entrámos na cervejaria Jansen e abancámos no terraço. O Della Faille é de Anvers, terra que eu conheço quase tão bem como a da minha própria naturalidade, e eu tivera ensejo de ver ali o pai, o conde Della Faille, senador, num baile dado pelo governador da província, o barão Ozy. Além disso conhecia-lhe perfeitamente a casa de habitação, ao pé da Igreja de S. Jacques (tão cheia, esta, de recordações portuguesas) e apelidade casa de Santo Inácio por ter sido ali, segundo reza a tradição, que endireitaram a perna quebrada de S. Inácio de Loiola (quebrando-lha outra vez), que ficara torta do primeiro conserto. A fachada da casa, enegrecida pelos anos e pelo clima (e a que religiosamente conservam a pátina) é triste mas harmoniosa e nobre, nas linhas puras da renascença neoclássica flamenga."

com agradecimentos a H. N.

terça-feira, 9 de setembro de 2025

Retratos (36)

 

Reconhecem-se à distância. Calçam chanatos de plástico, sem meias, usam calções para mostrar as pernas muito brancas e escanzeladas, usam, normalmente, camisas berrantes com motivos havaianos. E bonés. Param de boca aberta para ouvir músicos vadios de rua, aplaudindo freneticamente, no fim das canções, mas raramente dão esmola a estes ambulantes. Fotografam de fio a pavio, babosamente tudo, desde o poeta Chiado ao Pessoa, de Lagoa Henriques, sem saber quem são, ou da montra da Hermés a um lulu da Pomerânia que se lhes atravessa no caminho. Se forem espanholas (castelhanas) falam muito alto.
São os turistas de terceira categoria, chungas, que nos aparecem por Lisboa e província, aos magotes.

quinta-feira, 4 de setembro de 2025

Perguntar, não ofende (7)



Fiquei banzado, mas será verdade?

Disseram-me que a proliferação enorme de tuk tuks, em Lisboa, se deve ao facto, de dois dos importadores destas geringonças orientais, pobretes e inseguras, serem também vereadores do Moedas pantomineiro. 

domingo, 20 de julho de 2025

Toponímia

 

O tempo acaba quase sempre por destruir a realidade ou, ao menos, por desfazer a associação que ligou, com lógica, de início, o motivo e o local. Hoje, não há alecrim, na rua homónima de Lisboa, nem flores senão nas varandas da dita estreita artéria. Mais distante porém, e enigmático, seria como foi chamado Pote das Almas, ao que é hoje o nome limpo lisboeta de rua Nova do Almada.

quarta-feira, 1 de janeiro de 2025

Primeiro dia do resto das nossas vidas...



Foi assim o lisboeta amanhecer do primeiro  dia de 2025... 

segunda-feira, 16 de dezembro de 2024

Inflação

 

Informa fonte credível que, com o grande aumento dos turistas chungas, os carteiristas tiveram um crescimento significativo de 50%, só em Lisboa. Por aqui, pelos vistos, não falta trabalho. A mesma notícia precisa que nesta "profissão" estão registados ( PSP ) 141 trabalhadores activos. Não serão muitos, mas deve compensar...

domingo, 24 de novembro de 2024

Passou-me pelas mãos...

 


... e era um livro bem bonito, com texto interessante. E com abundante iconografia lisboeta, de bons artistas.

sexta-feira, 23 de agosto de 2024

Registos

 


De Eugénio de Andrade (1923-2005) eu poderia lembrar dois percursos reais. Do Porto e pedestre, da rua Duque de Palmela até ao Café Majestic. Em Lisboa, do Café Canas, de táxi, para a travessa das Mónicas.

quinta-feira, 13 de junho de 2024

Um quadro

 

De Lisboa ou de Pádua, a iconografia antoniana é vastíssima. De El Greco a Josefa de Óbidos, passando por Giotto, a representação de Santo António (1195-1231) evolui por vários estádios e figuras, quase todas elas através de silhuetas  corporais elegantes e traços de rosto finos e nobres, etéreos.
Mas se me fora dado escolher apenas um quadro, eu não hesitaria em preferir a pintura do português Gregório Lopes (1490-1555) do acervo do MNAA, de que se guarda uma réplica no Museu Antoniano, junto à Sé de Lisboa. Pelo seu aparente realismo e humanidade.

segunda-feira, 29 de abril de 2024

Toponímia e proporção


 
Se, de uma forma geral, nas grandes metrópoles, a toponímia é escolhida com especial atenção e importância, pela província, muitas vezes, há um excesso de regionalismo de vizinhança que desequilibra o valor das evocações e a memória dos que são homenageados pelas autarquias.
As instituições e os ideais estão normalmente salvaguardados, como em Lisboa a República e a Liberdade, cada uma com a sua digna e longa avenida, mas também o lado poético, como na Travessa da Água de Flor, ao Bairro Alto, às vezes, é lembrado, ainda que de forma simples.
Ora, na região outrabandista, sempre que eu passo próximo da rua Jaime Cortesão, sinto um aperto de alma. Essa rua, pequena, terá 2 ou 3 casas, bermas descuidadas, suja, mais parece um beco. Próxima, extensa e povoada, asseada se situa a rua Petrónio Amor de Barros (espanhol?). E, como se não bastasse, logo se segue a arejada praceta homónima da mesma personagem.
O grande historiador nacional é que fica a perder, e muito, com esta "glória" regional (?), na toponímia...

segunda-feira, 4 de março de 2024

Parece que Magritte andou por cá...

 

... ou uns hipocampos, quase desvanecidos, se foram apagando, de Norte para Sul no céu de Lisboa.

Olisipografia



É vastíssima a temática sobre Lisboa, sob amplas perspectivas. E vem de longe, talvez anterior a Francisco de Holanda (1517-1585) com a sua Da Fabrica que falece à cidade de Lisboa (1571). Júlio de Castilho, Norberto Araújo e Pastor de Macedo são alguns destacados olisipógrafos. Marina Tavares Dias (1962), uma das mais recentes. Esta colecção, de que se apresentam duas imagens, acima, aborda as freguesias de Lisboa e o programa prometia abranger 53. De forma sucinta, em livrinhos quase de bolso e que permitiam guiar os viandantes de forma útil em passeios informados, a obra data dos anos 90 e teve a colaboração da Sociedade de Geografia de Lisboa.

sábado, 10 de fevereiro de 2024

Uma louvável iniciativa 65



A notícia é dos jornais, e saúda-se efusivamente: a região do Porto "vai executar plano de controlo de gaivotas nos municípios costeiros."
Cá pelo Sul, o sr. Moedas deve estar mais preocupado com a Web Summit, a menos que algum pássaro bisnau lhe despeje alguma coisa em cima, de presente...

sábado, 23 de dezembro de 2023

Ideias fixas 83


Ninguém me tira da ideia que a Escola Alemã, no Porto, tem a sua equivalência alfacinha no Liceu Charles Lepierre, a Sul, por amplos motivos culturais, embora muito diferentes...

quarta-feira, 27 de setembro de 2023

Foi assim ...

 


... ao começo da noite lisboeta.

quarta-feira, 20 de setembro de 2023

Apontamento 157: A receita Cristas para desfigurar o centro de Lisboa avança a bom ritmo

 


Ora, a experiência de vivência durante décadas autoriza-nos a relatos fidedignos, designadamente da desfiguração COMPLETA da zona do Chiado pela receita Cristas.

Já tínhamos perdidos os nossos lugares de cultura, alfarrabistas e livreiros, para nos acercar, por completo, até nos abastecimentos diários de víveres.

Para além de uma loja Superfrutas, que nos abastece de leite, iogurtes, fiambres, frutas e legumes, tínhamos, ao lado, um talho, honesto e bem apetrechado. Com clientela até de pessoas remediadas do Bairro Alto.

FECHOU ! 

O aumento da renda seria para cima dos 1000,00 euros, informação que recolhemos junto de fonte fidedigna.

Agora, o espaço tem mais uma destas lojas de bugigangas para turistas chungas, contribuindo para a completa descaracterização do Centro de Lisboa.

Certamente, no antigo lugar do fundo da loja, reservado aos frigoríficos, se acomodam as tais camas de 350,00/cama. Só pode ! Uma loja de bugigangas a suportar uma renda acima de 1000,00 que um talho não podia suportar !

Onde anda a fiscalização camarária, da Senhora Vereadora toda abespinhada em tantos espaços não controlados !

Ficamos, pois, sem mais um espaço essencial para a nossa vivência no Centro da Cidade.

De facto, qualquer dia nem vale a pena sair de casa, porque não há nem pão, nem leite.

Com um obrigado às benesses cristas, que nos reduziram, simplesmente ao osso, sem nenhuma alternativa num raio aceitável de deslocação pedonal.

Belo serviço de cidadania !

Post de HMJ

terça-feira, 22 de agosto de 2023

Sinal dos tempos



Em vez do cristalino e singular cantar de galo, temos agora o rouco e antipático crocitar de múltiplas gaivotas, em volta dos contentores do lixo, para nos acordar de manhã.
Longe vai o tempo de Alexandre O'Neill (1924-1986) em que, poeticamente, uma dessas aves, hoje horrorosas, lhe "trazia o céu de Lisboa..."

terça-feira, 15 de agosto de 2023

Era assim ao fim do dia...

 


... tranquilo e ameno