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quarta-feira, 7 de dezembro de 2022

Bibliofilia 202



Recebi recentemente um catálogo de Natal de um livreiro alfarrabista de Lisboa, promovendo a venda de alguns livros interessantes. De uma forma geral apercebi-me que havia uma acentuada quebra de preços, muito embora, por outro lado, algumas obras mais procuradas e raras se tinham estabilizado ou até, nalguns poucos casos, subido de valor. No primeiro caso, estava a Antologia de Poesia Erótica e Satírica, na sua contrafacção do Rio de Janeiro, sem as ilustrações de Cruzeiro Seixas, que se vendia por 30 euros; ora a mais próxima venda anterior tinha alcançado os 68 euros, segundo os meus apontamentos. Da Artis, vinha proposta a venda, da colecção de as mais belas poesias trovadorescas, da écloga Crisfal, a 25 euros. Esta colecção é de grande qualidade estética, e foi editada durante parte dos anos 50/ 60.



As obras, de cada um dos autores, numeradas, tiveram orientação e escolha de José Régio, tendo sido ilustradas pelos melhores pintores portugueses da altura. Nomeadamente: João Abel Manta, Alice Jorge, Rogério Ribeiro, Júlio Pomar, Lima de Freitas...



Fui ver o que tinha: os números 7, 10 e 12. Respectivamente, de Sá de Miranda, Diogo Bernardes e Frei Agostinho da Cruz. Pois todos eles tinham sido comprados (em muito bom estado) por apenas 6 euros, cada um.

Ora, de 25 para 6 euros, de há uns anos atrás, sempre é uma diferença de tomo muito significativa.

quinta-feira, 1 de setembro de 2022

Adagiário CCCXL



A mais obriga um rosto bem ensombrado, que um homem armado.

quinta-feira, 21 de março de 2019

Pois façamos-lhe o gosto, que hoje é dia d'Ela...


a Heitor da Silveira *

Ceia não a papareis;
Contudo, por que não minta,
Pera beber achareis,
Não Caparica, mas tinta,
E mil coisas que papeis.
E vós torceis o focinho
Com esta anfibologia?
Pois sabei que a Poesia
Vos dá aqui tinta por vinho
E papéis por iguaria.

Luís de Camões (1524?-1580).


* de um banquete dado, na Índia, por Camões aos seus amigos. A que se seguiu um certame poético... E não há nada como o bom humor camoneano, para não levar as coisas demasiado a sério. Mesmo estas comemorações um pouco forçadas. Neste caso, pela Unesco, que até merece a nossa consideração.
Em tempo, Caparica já foi zona de bom vinho, e até Francisco Manuel de Melo o louvava.

sábado, 1 de março de 2014

Policiais de segunda


Houve tempo, sobretudo na juventude, em que eu não era esquisito com os romances policiais que ia lendo, na Colecção Vampiro. Muito embora privilegiasse, entre os escritores clássicos e mais ortodoxos, as obras de S. S. van Dine. Com os anos, no entanto, fui-me tornando mais exigente, e fui excluindo das compras os livros policiais de Leslie Charteris (1907-1993), Mickey Spillane (1918-2006) e do inglês Peter Cheyney (1896-1951). Em todos eles, de uma forma geral, a intriga e mistério eram residuais, e a pancadaria predominava. Daí que, ainda hoje, dos poucos volumes que me faltam para completar a Colecção Vampiro, a maioria são dos três autores acima referidos.
Mas, em boa verdade, tenho de confessar que, na adolescência, vi e gostava de ver filmes "policiais" protagonizados por Eddie Constantine (1917-1993) que, invariavelmente, desempenhava o papel de Lemmy Caution, agente do FBI e herói de grande parte das obras de Peter Cheyney (para fazer ideia do ambiente, aconselho a visão do pequeno vídeo, abaixo...).
Por vezes, no entanto, há que dar uma segunda oportunidade a um escritor. Ontem e por desfastio, peguei no "Bahama Negra" (Vampiro nº 187) e comecei a lê-lo. Inesperadamente, vou na página 63 e estou a gostar. E, até aí, já houve um crime, há mistério, e ainda não houve nenhuma cena de pancadaria...

P. S. : chamo a atenção para a bela capa de Lima de Freitas.



sábado, 23 de julho de 2011

Raymond Chandler


Raymond Chandler, nascido nos Estados Unidos a 22 de Julho de 1888, é ainda hoje considerado uma referência do romance negro ou policial. Mas começou a escrever tarde, aos 51 anos, iniciou-se com "The Big Sleep". Acontece que Chandler, pouco antes executivo superior de uma companhia petrolífera, fora despedido por alcoolismo e pelas imensas faltas que dava. Dedicou-se, então, a escrever contos e romances policiais. Até à sua morte, em 26 de Março de 1959, escreveu 7 romances policiais (todos traduzidos na Colecção Vampiro: 101, 118, 135, 147, 155, 164 e 213), vários contos publicados em "pulp magazines", e diversos argumentos cinematográficos em parceria com William Wilder. Dos livros em imagem, refira-se que "O Imenso Adeus" ("The Long Goodbye"), nº 101 da Colecção Vampiro, foi traduzido por Mário Henrique Leiria, com capa de Cândido Costa Pinto. O segundo, com capa de Lima de Freitas, tem o número 135, na mesma colecção. O protagonista principal dos romances de Raymond Chandler é o detective Philip Marlowe.