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domingo, 2 de junho de 2019

Dos provectos e suas confraternizações


Nem o Pedro nem a Teresa apareceram. Cuidados familiares ou assistência aos netos explicavam as ausências. O Paulo, também faltou, por doença justificada pelo irmão Rui, ex-militar, de porte ainda atlético, mas um pouco desgastado. Do Nanu ninguém me soube dizer nada, nem do Viamonte ou do Isaías, que foram várias vezes referidos. Do Torres e Gonga (Gonçalves), professores liceais, também vieram à mesa algumas memórias, nem sempre favoráveis. O  Pinheiro fez a sua rábula de venda de desperdícios por terras transmontanas, perante uma assistência atenta de 6 ex-colegas, e, no fim, colheu louvores. Como foram louvados, justamente, os filetes de pescada do Hotel da Penha, na melhor tradição vimaranense.
Mas se eu tivesse que escolher uma imagem, seria a dos dois octogenários, no Jaguar aerodinâmico e elegante, guiado pelo Belmiro J. e tendo por companheiro o ex-governador civil, Fernando A., afastando-se felizes, em direcção a Guimarães, pela estrada tortuosa que passa pela Costa.

sábado, 19 de julho de 2014

Relíquias...


Improvavelmente encontrado no fundo de uma gaveta, este horário escolar do ano lectivo de 1955-56, permite-me concluir que, neste preciso momento, há 58 anos atrás, se ainda houvesse aulas (pouco provável), eu estaria numa aula de Francês, orientada pelo Dr. Carvalho. Que era de Braga, e um excelente professor que usava uns óculos de aros dourados.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Antes que eu me esqueça


Ao ler uma entrevista antiga (Março de 2009) de António Barreto, notei que ele refere a talhe de foice que, no Liceu de Vila Real (anos 50/60), onde havia uma bem fornecida e boa biblioteca, alguns livros estavam vedados à leitura dos alunos. E concretiza: "...dois ou três livros de Camilo, mais "O Crime do Padre Amaro", "A Relíquia"...
Concluí, assim, que o homem foi um sortudo, porque estando-lhe proibidos apenas alguns, poderia escolher imensos e variados livros para ler . Pois a minha experiência, no Liceu de Guimarães, foi diametralmente oposta, nesses mesmos anos 50/60. Quando algum professor faltava, e não havia outro para dar aula de substituição, os jovens alunos eram mandados para a biblioteca do liceu, também muito bem fornecida e extensa. Mas, aí, o Sr. Lopes excluía dos alunos todos os livros do acervo, só nos permitindo requisitar e ler obras de apenas um autor: Nuno de Montemor (1881-1964) que, vim a saber mais tarde, era um beirão que foi padre, capelão militar e tresandava a moralista. Os livros dele eram todos fastidiosos e beatos...