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quinta-feira, 25 de novembro de 2021

Divagações 175



Uma vez mais confirmei que o livro brasileiro está caro. Mas constatei também uma vez mais que o atendimento na Livraria da Travessa, à Escola Politécnica, de gestão e orientação brasileira, é dos mais competentes e profissionais de toda a Lisboa (qual Bertrand, qual FNAC!...).
Dois livros de J. M. Coetzee (1940) vieram comigo, depois de um breve diálogo interessante com a empregada brasileira, que também era fã do escritor sul-africano, Nobel de Literatura 2003. Os textos são, no mínimo, originais - as recensões são mais informativas do que críticas. Mas cumprem.
As resenhas reproduzem artigos da New York Review of Books ou prefácios para obras de escritores. A tradução de Sergio Flaksman pareceu-me boa. E estou satisfeito com a compra dos 2 volumes cartonados. Apesar do preço...


sexta-feira, 7 de junho de 2019

Recomendado : oitenta


Não serei pioneiro, neste particular encómio. Já muita gente e vários blogues elogiaram esta Livraria da Travessa, na rua da Escola Politécnica, nº 46 (Lisboa), que abriu recentemente. Limito-me a confirmar a sua qualidade e diversidade dos livros à venda, em espaço de bom gosto e agradável. De origem brasileira, a empresa parece europeia de alma e conteúdo.
Eu levava dois nomes, debaixo da língua: João Guimarães Rosa e E. M. Cioran. Deste último escritor romeno-francês, trouxe Entretiens (2012), da Gallimard. Quanto a Rosa, havia apenas Sagarana, que eu já tinha. E, pela empregada da livraria, soube de um pormenor caricato: por força legal ou disposições da família (ela não sabia qual), as obras de Guimarães Rosa estão proibidas de serem vendidas fora do Brasil. O mesmo acontece com os livros de J. C. de Melo Neto. Que disparate!
A Livraria da Travessa não tem culpa desta bizantinice brasuca, por isso recomendo uma visita, vivamente.