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quinta-feira, 20 de junho de 2019

Migrações


Há fenómenos que me ultrapassam e tenho enorme dificuldade em percebê-los. Mas comecemos pelo princípio, enquadrando os factos, tal como os conheço.
Sempre conheci Coimbra desprovida de alfarrabistas. Mais precisamente, havia apenas uma pequeníssima loja de livros usados, na Alta, numa ruela que ia dar ao C. A. D. C. Sempre me perguntei, nesse início dos anos 60, se o potencial universitário de leitores não justificaria a existência de mais livreiros-alfarrabistas. Pelos vistos, não, fazendo jus ao provérbio: Em casa de ferreiro, espeto de pau.
Bastantes anos mais tarde, em Coimbra, se inaugurou a Livraria Miguel de Carvalho que, alguns anos depois (Março de 2018), talvez pela malfadada lei Cristas das rendas, se transferiu para a Figueira da Foz. Fiquei perplexo: então a balnear Figueira tem mais potenciais clientes do que a Coimbra universitária? Pareceu-me um contra-senso.
A entrada em vigor da lei Cristas, em Lisboa, provocou um autêntico pogrom nos alfarrabistas. Quase uma dezena de casas de livros usados desapareceu, duas ou três mudaram de sítio, várias outras estão ameaçadas, ainda hoje. Uma das que mudou de lugar foi a Livraria Artes e Letras, de Luís Gomes, que saiu da zona do Chiado para as Avenidas Novas.
E agora, para mim inexplicavelmente, ruma de Lisboa para Óbidos. Óbidos?!
Só posso desejar a Luís Gomes, e apesar de tudo, os melhores sucessos comerciais, nesta sua nova migração.

sábado, 13 de abril de 2019

Bibliofilia 173


Em abono da verdade, devo começar por dizer que, tirando Verlaine e até ao século XX, eu nunca fui grande entusiasta da poesia francesa. Mas o século passado já me trouxe, pelo menos, dois grandes poetas franceses: Saint-John Perse e René Char, de minha frequência estimada, ainda hoje.
Quanto à história, a narração é simples, embora tenha contornos misteriosos que eu nunca descobri.
Aí pelos anos 90, sempre que eu ia à Livraria Artes e Letras (Largo Trindade Coelho, agora, nas Avenidas Novas, Lisboa), namorava e folheava, com particular atenção um volumoso lote de números da revista Po&sie, publicação prestigiada que começara a editar-se em 1977, pela mão do poeta e tradutor Michel Deguy (1930), e que era dedicada a estudos e continha poemas de escritores franceses e estrangeiros, alguns deles traduzidos (Paul Celan, Umberto Saba, Sylvia Plath...). Mas Luís Gomes precificara os exemplares muito caros para o meu gosto: 10 euros os números simples, 15, cada um dos duplos.
Ora, inesperadamente, a Livraria mudou de dono, durante cerca de um ano, passando para a direcção de Carlos Bobone, também ele livreiro-alfarrabista. Que procedeu a rearrumações e à marcação de novos preços dos livros usados, alguns muito abaixo dos antes praticados. E foi assim que eu acabei por limpar a prateleira das revistas Po&sie e, em duas abadas felizes, trouxe de lá 18 números (entre o nº 50 e o 98), ao preço de 3 euros, cada um. E que fazem parte, agora, da minha biblioteca.
Resta acrescentar que, meses depois, a Livraria Artes e Letras voltou a pertencer ao seu anterior proprietário - e aqui é que reside o mistério. No interim, no entanto, eu tinha aproveitado os saldos...


sexta-feira, 14 de junho de 2013

Próximo leilão de livros


Mais um leilão de livros, promovido por José Vicente, no Palácio da Independência, a realizar nos dias 24, 25 e 26 de Junho. Destaque especial para um exemplar único, porque impresso em pergaminho, da edição primeira de "Os Simples", de Guerra Junqueiro.
Tempo para lembrar que José Vicente, da Livraria Olisipo, bem como Luís Gomes, proprietário da Livraria Artes e Letras, ambas do Largo Trindade Coelho (Lisboa), encerrarão as portas dos seus estabelecimentos, em meados do próximo mês de Agosto, definitivamente. Devido às disposições da iníqua lei das Rendas promovida e promulgada pela jovial e ligeira Ministra Cristas.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Soma e segue


Depois do annus horribilis de 2012, em que fecharam as portas a Livraria Portugal, a Biblarte, a Camões e a Barateira (as três últimas alfarrabistas), 2013 ameaça agora a Livraria Olisipo e a Artes e Letras, ambas situadas no Largo Trindade Coelho. O pretexto é a nova Lei das Rendas que permitiu ao senhorio, ao abrigo do alibi de "fazer obras", iniciar um processo de despejo sumário que obrigará os dois livreiros-alfarrabistas (José Vicente e Luís Gomes) a abandonarem o local, onde exercem o seu mester, o primeiro, há mais de 30 anos, o segundo, há cerca de 20. Assim se despovoa, de pontos de interesse cultural, o coração de Lisboa, da forma mais ignóbil e perversa. Graças ao favor da inútil ministra Cristas.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Leilão em Novembro


Organizado por Luís Gomes (Livraria Artes e Letras) e José Vicente (Livraria Olisipo), mais um Leilão de Livros, e não só, que terá lugar em Lisboa, Largo de S. Domingos, 11, nos dias 22, 23 e 24 de Novembro, às 21 hrs. A exposição e consulta dos lotes poderá ser feita a 21, 22, 23 e 24 /11, no mesmo local, entre as 15 e as 20 horas.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Leilão de Outono


Creio ser o primeiro leilão de Luís Gomes (Livraria Artes & Letras), alfarrabista simpático do Largo Trindade Coelho, 3 e 4, em Lisboa. O leilão será em 11, 12 e 13/10, às 21hrs.. Os lotes poderão ser vistos nos dias 10, 11, 12 e 13 de Outubro, das 15 às 20 horas. Tudo no Largo de São Domingos, 11 (Lx.).