Embora “fora de serviço”, entra
pelos olhos o infame e chorudo negócio do chamado “Regresso às Aulas”. Este
ano, como se pode ver pela imagem acima, a promiscuidade atingiu um novo
patamar, i.e., uma plataforma de venda de livros, WOOK, associa-se a uma cadeia – séria e recomendável – de venda
de alimentação saudável.
Outro tanto são os folhetos
cheios de mochilas, estojos e outro “material escolar” que, apesar de um
discurso crítico sobre as despesas, parece conquistar, todos os anos, os mesmos
consumidores. Então, as criaturas precisam, todos os anos, uma mochila nova, um
estojo diferente ? Onde ficaram as canetas, as borrachas, os afias, etc. que
sobraram do ano anterior ? De facto, nunca entendi tanto despesismo e
comportamento acrítico com que os progenitores cumprem, sobretudo nesta
matéria, as ordens dos “professores”, comprando, anualmente, os mesmos produtos
daquela lista infindável de material de papelaria de uso corrente.
Dos livros nem falo, porque
sempre recusei os chamados “Manuais”. Não suporto o nome de “fichas”, nem as “propostas
de actividades”. E se os livros escolares fossem apenas antologias de textos,
para o caso da disciplina de Português, as criaturas não teriam dores de costas
para alombar com um indigesto e pesado “tijolo” de duvidosa qualidade.