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quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Citações DXXVII

 

Três coisas são necessárias para fazer um bom livro: o talento, a arte e o trabalho, isto é, a natureza, a indústria e o hábito.

Joseph Joubert (1754-1824), in Pensées.

quarta-feira, 25 de setembro de 2024

Apontamento 176: Confusão de conceitos

 

Não sendo caso único, nem recente, existem muitos exemplos de confusão entre um trabalho sério de um Historiador e de um bem intencionado contador de historietas, por cá e pelo mundo fora.

São normalmente narrativas, quiçá de fundo histórico, em que abundam os pormenores físicos, socais, culturais e de personalidades, e parecem ter saído de um baú imaginário de boas vontades e convicções.

Obras, como a reproduzida acima, embora pretendendo enriquecer o trabalho sobre uma época importante da Cultura da Alemanha, revelam apenas imaginação em detrimento de um trabalho de rigor próprio de Historiador.

Senão vejamos, esta afirmação, entre vários outros registos sobre episódios de quotidianos, sem fonte documental, p. 93:



 

Chegado a este ponto de leitura e, confesso, um pouco cansada de tanto pormenor irrelevante e pouco convincente, resolvi abandonar a leitura do restante “tijolo” de 653. Resta acrescentar que nem as Notas, das páginas 481-612, nem a Bibliografia e Fontes contribuíram para me convencer de estar a ler um trabalho sério historiográfico.

Lamento imenso, porque a época bem merecia um Historiador sério a debruçar-se sobre o Pensamento e a Literatura da Alemanha no período em apreço, em que muita confusão se encontra entre “Sturm und Drang” – ["Tempestade e Ímpeto"], Klassik [período clássico] e Romantik [período romântico].

Fica para uma outra altura.

Post de HMJ


sexta-feira, 10 de maio de 2024

No tempo das Cerejas

 

No tempo, quase, das cerejas veio ter comigo o belíssimo livro em epígrafe com o título Cerejas para o Rei. No caso em apreço, as cerejas faziam parte da mesa real, em Potsdam, dos reis Frederico II, Frederico Guilherme II e Frederico Guilherme III,
Para além da explicação extensa sobre a origem e proveniência das cerejas, adiciona-se um leque enorme de receitas, algumas ainda fazem parte da minha memória de juventude.
A leitura encaminhou-me, então, para a nossa grande cerejeira, no fundo do quintal de Merkenich, Colónia, que dava para apanhar e comer na altura, guardar em frascos para o inverno, fazer tartes e bebidas tipo poncha.
E, para as nossas leitoras amantes de macacos, aqui vai mais uma das belas imagens que enriquecem o livrinhos:


Post de HMJ, para os agradecimentos devidos a H.N.