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domingo, 13 de abril de 2025

Números

 


No ano de 2024, as editoras portuguesas produziram cerca de 20.000 títulos para o mercado nacional. No presente ano de 2025 a média de venda diária foi de cerca de 35.000 livros,  no primeiro trimestre, em Portugal. O jornal Público informa-nos ainda que o género mais procurado foi a literatura infanto-juvenil que representou uma cota de 35,6% da venda total.

Pergunto eu; será que as criancinhas e os juvenis conseguiram ler tudo isto?!

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Contos, descrença e leituras


Será que poderei anunciar o fim da minha ingenuidade ou início da minha descrença, em relação à ficção? E, aos contos, em particular. O meu primeiro abandono, em leituras, deu-se com a ficção científica, há muitos anos atrás, ao quinto ou sexto livro lido, desta temática - não gosto. Desertei da infanto-juvenil, quando o meu filho mais novo atingiu a adolescência. E, quase em simultâneo, da BD, onde apenas vim a ter uma recaida proveitosa com Hugo Pratt e o seu Corto Maltese. Não mais. O cinismo e o dogmatismo põem sempre alguns perigos, guardo-me deles, porque nunca se sabe se podemos vir atrás. Mas já Afonso Duarte (1884-1958) avisava: "...Voltar atrás é uma falta de saúde..."
Acontece que, por desfastio, nos últimos 3 dias, me dediquei à leitura de curtas narrativas de ficção. Contos, quero eu dizer. Comecei por Maupassant (Guy de): reli O adereço, depois li Uma "vendetta" que, quanto a trama imaginativa, são soberbos. Mas os assuntos são datados, os sentimentos das personagens, obsoletos, hoje em dia. Já não colam ao leitor.
Depois, patrioticamente, fui aos nacionais. Afonso Ribeiro (1911-1993), com Uma luz nas trevas, deixou-me descalço de piedade e simpatia, pela sua caridadezinha neo-realista. Alves Redol (1911-1969) acordou-me um pouco com O combóio das seis, pelo seu realismo e diálogos movimentados de subúrbios fabris, bem sugestivos. Mas o final do conto (deus meu!) estraga tudo. Finalizei com Aquilino Ribeiro (1885-1963), de que reli: António das Arábias e seu cão Pilatas, que, no seu pendor cinegético e rural, me reconciliou um pouco com a boa literatura nacional; mas que não chegou para me entusiasmar (fiz batota em duas ou três páginas, de intensidade mais onírica, quase no final), por aí além.
Terei de chegar à conclusão que já me vai faltando aquela supension of desbelief - de que falava S. T.  Coleridge - e que caracteriza os leitores com fé? Com boa fé - melhor dizendo. Talvez.
Mas dou-me por feliz, ao pensar que há muitos livros de História, Poesia, Biografias e Ensaio, que nunca li...

terça-feira, 2 de abril de 2013

Filatelia LXIII : a temática de literatura infanto-juvenil


A temática filatélica de literatura infanto-juvenil é muito rica e vasta, sobretudo nos países europeus, onde os contos tradicionais ou clássicos se inscrevem no património cultural dos povos. Para celebrar o Dia Internacional da Literatura, que hoje passa, aqui ficam 3 emissões com belo grafismo e diferentes estilos. A primeira, inglesa, de 1979, utiliza como motivos, entre outros, Winnie-the-Pooh (A. A. Milne) e Alice (Lewis Caroll). As duas emissões alemãs celebram os irmãos Grimm (1959) e a história da Gata Borralheira (1965).

Dia Internacional do Livro Infanto-Juvenil


A medida tomada de fazer coincidir a data do nascimento (2 de Abril) de Hans Christian Andersen (1805-1875) com a celebração do Dia Internacional do Livro Infanto-Juvenil, parece-me uma ideia feliz, mas outros nomes (irmãos Grimm, Charles Perrault...) poderiam, também, ser dignos patronos. De um ou outro teremos recordações de agradáveis leituras, em pequenos. E muitas histórias ficaram connosco.
Para imagem do poste, escolhi a capa de livros de dois autores portugueses que, sendo poetas, também escreveram para os mais jovens: Sophia Andresen e Eugénio de Andrade. O livro de Sophia foi ilustrado por Armando Alves; o de Eugénio, por Júlio Resende.

sábado, 2 de junho de 2012

Um poema de Alice Vieira


2
eu gostava de poder dizer
que entrei no teu corpo como um pássaro
espreitando de invisíveis ruínas
e que o som da tua voz bastava
para me salvar

mas de nada serve inventar palavras
quando as palavras que inventamos
não passam de frágeis lugares de exílio
dos gestos inventados fora de horas
delimitando o espaço de tantas mortes prematuras
de que jurámos ressuscitar um dia

- quando os deuses se lembrassem
de acordar ao nosso lado

Nota: nem toda a gente saberá que o primeiro livro publicado por Alice Vieira (1943) era de poesia, e se intitulava "De estarmos vivos" (1964). No entanto, o grande sucesso de "Rosa, Minha Irmã Rosa", publicado no ano de 1979, de algum modo a "condenou" a vir a ser uma autora de referência na área da literatura infanto-juvenil. Não sei até que ponto, a Poesia não terá perdido com isso...