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segunda-feira, 11 de maio de 2026

Memória 160

 


Este jovem, Armand Joseph Desire Roulin (1871-1945), filho  do chefe de correio de Arles e que teria cerca de 17 anos de idade, quando Vincent van Gogh o imortalizou por ter pintado o seu retrato, acabou por ficar na memória da arte. Do modelo e amigo do pintor holandês acabaram por restar 2 retratos, sendo que este em imagem integra o acervo do Museu Folkwang, de Essen (Alemanha).
O espaço imaginário que o retratado ocupa na imaginação de quem o vê, acaba por ser semelhante ao lugar de uma Mona Lisa ou da Bela Fornarina (Margherita Luti) pintada por Rafael. Eis o que uma obra prima consegue, perpetuando a existência virtual e referências existênciais do modelo retratado, para sempre. Ao menos, no espaço da cultura.

quinta-feira, 16 de agosto de 2018

Pequena história (51)


Sendo muito conhecido, o quadro Guernica, de Pablo Picasso (1881-1973), é talvez comparável, em notoriedade, à célebre Mona Lisa, de Leonardo da Vinci. Enquanto este último tinha, no entanto, um objectivo individualizado, como retrato, o primeiro foi executado (1937) para exprimir a revolta por um massacre colectivo, perpretado pela aviação nazi, em apoio de Franco.
Sem absoluta garantia de veracidade, há um pequeno episódio associado à pintura, referido por várias fontes, nomeadamente, pelo crítico literário inglês V. S. Pritchett (1900-1997), que o conta, num trabalho que escreveu, a propósito de Goya, incluido em The Complete Essays (Chatto & Windus, 1991).
Assim: durante a ocupação de Paris, em 1940, um oficial nazi, de visita ao estúdio de Picasso, ao contemplar Guernica, terá perguntado - Vous avez fait ça, n'est-ce pas? Ao que o Pintor terá respondido: Non, monsieur, c'était vous.

domingo, 15 de julho de 2018

As borboletas da net (e aí vai mais um poste "elitista" e politicamente incorrecto)


É escusado fantasiar ou iludirmo-nos: muitas das anódinas visitas, ocasionais, vêm ao Arpose por causa das imagens, não por causa dos textos. O bing é pobre em iconografia, o pintrest é um plagiador pimp de imagens alheias, o Google é um conservador inato e estandardizado...
Por isso, quando um brasileiro vem ao Blogue para centrar a sua atenção no poste sobre o "Bestiário de Da Vinci", ou um americano clica num poste de parabéns, eu sei que vieram pela imagem da Senhora com um Arminho, e pelo desenho de um gato de Picasso, mas o texto que acompanha essas imagens pouco lhes interessa. A América Latina também é muito atraída pela fotografia de uma Santa com barbas (Wilgefortis) o que só demonstra o lado animista africano que subsiste nas Américas do Sul e do Norte. Mas também as botas de um quadro de Vincent van Gogh, que encimam necessariamente e a propósito uma transcrição de Heidegger, colhem a atenção dessas muitas borboletas que circulam pela net. Heidegger deve ser, para essas mariposas néscias, apenas um nome esquisito. Só o insólito e extravagante das imagens as desinquieta, da sua inércia ignorante e boçal.

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Não só, mas também


O lado mais popular, e efémero, da visita breve do papa Francisco a Fátima, fez esquecer e obscureceu alguns aspectos secundários que foram propiciados por essa visita, e cuja importância ainda se pode avaliar e fruir.
Falou-se pouco, ou quase nada, das obras de arte que acompanharam a visita pontifícia, vindas dos Museus do Vaticano, e que enobrecem, temporária mas grandemente, duas exposições de Lisboa, que ainda podem ser vistas. Uma, de que aqui já falámos, na galeria de exposições da Igreja de S. Roque, a propósito do pentacentenário do Compromisso da Misericórdia (1516); outra, no Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA), sob o título ou temática: Madonna.
Visitámos, hoje, esta última mostra. E se a surpresa de encontrar um pequeno Chagall inesperado, vindo dos Museus do Vaticano, me deslumbrou, não fiquei indiferente à cópia da Pietá de Miguel Ângelo, ou às pequenas tábuas de Rafael Sanzio. E pude assim rever, também, o único Da Vinci, nas terras portuguesas, esse, vindo do Porto, da sua Faculdade de Belas-Artes, que muito raramente é exposto, por razões óbvias. E que, se calhar, muito pouca gente conhece...


domingo, 29 de novembro de 2015

Divagações 103


O missionar do gosto é uma actividade nobre, mas também uma tarefa vã e inútil.
Há-de haver sempre música pimba, versinhos provincianos, pintores de domingo, economistas cristãos, fotógrafos de ocasião, prosadores paroquiais, costureiras de opinião.
E aplausos.

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Das fábulas


Dos animais fabulosos, sempre distingui o Unicórnio como o meu preferido. Segundo J. L. Borges, a primeira referência a ele, terá sido feita na Grécia, muito embora a sua lenda possa ter tido origem na Índia e, através da Pérsia, tenha passado à Europa. Santo Isidoro de Sevilha também o menciona, bem como alguns bestiários da Idade Média. Do renascentista Leonardo da Vinci até ao psiquiatra suiço Carl Jung, o Unicórnio foi fazendo carreira e mexendo com a imaginação humana.
Eu sempre achei que ele tinha alguma coisa a ver com o Nerval (ou Narval), em parentesco, embora muito mais elegante, na sua conformação equestre e não marinha. Mas o Narval existe mesmo...


segunda-feira, 2 de março de 2015

Pequena história (33)


São-me gratos os arminhos, sobretudo, pelo quadro de Leonardo da Vinci, que se guarda no Museu de Cracóvia. Mas também não sou indiferente à memória de Laurence Olivier (1907-1989), que sempre considerei um grande actor. A história, um pouco cruel por sugestiva e insólita, colhi-a do livro de Alberto Manguel (Journal d'un lecteur), que ando a ler.
Terão perguntado um dia a Laurence Olivier como fazia ele para conseguir dar um grito tão impressivo, na peça de Sófocles (Édipo Rei), ao representar. Ao que ele terá respondido que tinha ouvido falar que, no Árctico, para caçar os arminhos, espalhavam sal pelo gelo, e os animais acorriam para vir lambê-lo. A sua língua gelava, então, e ficava presa ao gelo. Olivier terá pensado nisso, para expressar o lancinante grito de Édipo.

domingo, 29 de junho de 2014

A par e passo 96


No cenário de fundo da "Última Ceia", há três janelas. A do meio, que se abre por trás de Jesus, distingue-se das outras por uma cornija em arco. Se se prolongar esta curva, obtém-se uma circunferência cujo centro coincide com Cristo. Todas as grandes linhas do fresco convergem para esse ponto; a simetria do conjunto está relacionada com este centro e com a longa linha da mesa do ágape. O mistério, a existir, é o de saber de que forma nós achamos misteriosas tais combinações; e esse, eu creio, pode ser esclarecido.

Paul Valéry, in Variété I (pg. 240).

domingo, 1 de junho de 2014

A par e passo 92


Um Leonardo da Vinci pode existir nos nossos espíritos sem os ofuscar demasiado (...) Ele (da Vinci) guarda, com esse espírito simbólico, a mais vasta colecção de formas, um tesouro sempre claro das atitudes da natureza, um poder sempre iminente e que se engrandece segundo a extensão do seu domínio. Uma multidão de seres, um conjunto enorme de recordações possíveis, a força de reconhecer na extensão do mundo um número extraordinário de coisas distintas e de as configurar de mil maneiras. Ele é o mestre dos rostos, das anatomias, das máquinas. Ele sabe de como se faz um sorriso; (...)Ele manifesta-se no pequeno corpo «tímido e brusco» das crianças, ele conhece as restrições dos velhos e das mulheres, a simplicidade do cadáver. Ele detém o segredo de imaginar seres fantásticos cuja existência se torna provável e onde a razão dos seus componentes é tão rigorosa que sugere, em si, a vida e o natural do conjunto.
Ele faz um cristo, um anjo, um monstro usando aquilo que é conhecido, e que existe por todo o lado, mas numa ordem nova, aproveitando a ilusão e a abstracção da pintura, que não produz senão uma única qualidade das coisas, mas que as evoca a todas.

Paul Valéry, in Variété I (pgs. 226/7/8).

quinta-feira, 8 de maio de 2014

2 andamentos, no tempo


1. De pequeno me habituei a que, às refeições, presidisse, dramática e séria, em cópia pictural ou baixo relevo acobreado, a Última Ceia, de Leonardo da Vinci. Era uma constante o seu destaque nas paredes das salas de jantar nacionais.
2. De há três dias a esta parte, tenho-me vindo a habituar, nesta casa de férias à beira-mar, à contemplação refeiçoeira e laica, dos alegres Girassóis de van Gogh. Tenho de concluir, para ser justo, que foi um progresso notável, no tempo...

terça-feira, 15 de abril de 2014

O fascínio pelo perdido ou inacabado


Será talvez característico da natureza humana criar um grande fascínio por obras que, desaparecidas por razões acidentais, misteriosas ou outras, nunca mais foram descobertas. Bem como por algumas que, tendo sido projectadas, nunca foram feitas.
De incunábulos referidos no passado, mas nunca encontrados, até ao desaparecido Parnaso que Camões andaria a escrever, e jamais apareceu. Do fresco A Batalha de Anghiari, que Leonardo da Vinci teria pintado, por volta de 1505, e de que só se conhecem esboços, nos seus cadernos, e uma cópia feita por Rubens, posteriormente. Muito embora, em 2012, se tenha aventado a hipótese de ele se encontrar por trás de um fresco de Vasari, no Palazzo Vecchio, em Florença. Mas tudo são suposições.
Mais recentemente, poder-se-ia falar, também, de Il viaggio di G. Mastorna, que Fellini planificou ao pormenor e escreveu, com Dino Buzzati, mas que acabou por jamais realizar.
Não esquecendo a 8ª Sinfonia (Incompleta) de Schubert, que o compositor nunca chegou a terminar, e que nos deixa, ainda hoje, suspensos, do que poderia ter sido...

domingo, 13 de abril de 2014

Pinacoteca Pessoal 75


O quadro, em imagem, conhecido, na Grã-Bretanha, por The Ruskin Madonna (por ter pertencido ao crítico de arte John Ruskin), é atribuído a Andrea del Verrocchio (1435-1488), muito embora alguns especialistas se inclinem para ter sido um trabalho de juventude de Leonardo da Vinci (1452-1519), e terá sido pintado por volta de 1470. Integra, hoje, o acervo da Scottish National Gallery, de Edimburgo (Escócia).
O cenário envolvente antecipa e ilustra o gosto de centrar os temas pictóricos em vestígios de ruínas da Antiguidade, que teve o seu epicentro no século XVIII, princípios do XIX, e cujo exemplo mais conhecido é o retrato de Goethe (de Johann H. W. Tischbein), reclinado, tendo ao fundo os campos de Roma, bem como muitas das paisagens de John Constable (1776-1837).
Dois pormenores simbólicos terão alguma importância na obra The Ruskin Madonna. O templo destruído, que a lenda popularizou e datou do nascimento de Cristo; e o Menino sugando e mordendo o dedo, com ligeiríssimo vestígio de sangue, numa premonição da Crucificação.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Capas e capas


Talvez os autores tenham as capas que merecem, no bom e no mau sentido. Mas também é verdade que, até há pouco, por cá, os escritores não abdicavam e tinham sempre uma palavra final a dizer sobre as capas dos seus livros. Mesmo que não fossem autores de primeira linha.
Não sei o que se passa, hoje, em Portugal, mas parece-me existir uma enorme falta de gosto estético, neste particular. Ontem, em diálogo com um bom Amigo, falámos do equilíbrio gráfico das capas dos livros franceses, que se tem mantido e apurado, ao contrário das nossas.
Da Vinci e Musil, certamente, mereciam o melhor, e estas capas francesas, já do século XXI, testemunham respeito, bom gosto e qualidade indiscutível.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

As razões díspares do riso e do sorriso


Não deixa de ser curioso constatar como coisas, tão diferentes na sua origem, podem provocar uma mesma sensação no indivíduo receptor.
As greguerías de Ramón Gómez de la Serna têm origem intelectual numa mente privilegiada em cultura, inteligência, imaginação filológica e verbal de associação, e também de fino humor. Quando as leio, não posso deixar de me rir ou, pelo menos, de sorrir.
Num paralelismo insólito e aberrante, provindas da pouquidão mental de alguns cibernautas com cabeças desarrumadíssimas e um grau avançado de iliteracia galopante, chegam ao Blogue, frequentes search words hilariantes e desconexas. Atente-se nestas duas últimas, bem recentes:
- "bribiografia espresso particaalfredo amilcar escher".
- "cancan comeca na na ra ra  na na macrtey".
Como é que eu não podia deixar de me rir às gargalhadas?

sábado, 15 de setembro de 2012

Um Turner menor?




O fragmento, o inacabado e a incompletude têm, para os admiradores modernos da Arte, um estranho fascínio. A inacabada "Batalha de Anghiari", de Leonardo da Vinci, ou a "Venus de Milo", fazem algum sentido, neste particular.
Recentemente, numa sala da Clore Gallery (dedicada à obra de W. Turner) da Tate Britain, abriu uma  mostra do Pintor inglês, seleccionada pela artista americana Vija Celmins, preenchida por estudos e esquissos dos inúmeros (cerca de 300) sketchbooks de William Turner.
Uma cheia do Tamisa, em Janeiro de 1928, que atingiu a Tate, danificou gravemente muitos dos livros de apontamentos de Turner. No entanto, a curadora incluíu alguns esquissos afectados pela água, na exposição, e até escolheu uma ou duas folhas em que Turner quase nada traçou. E a polémica estalou. Em abono da liberdade da Arte, alguns críticos apoiaram Vija Celmins, lembrando uma exposição de Yves Klein, onde só havia molduras e o famoso 4' 33'' de John Cage, de 1957, em que o pianista silenciosamente se senta ao piano, sem tocar uma só nota musical, durante esses 4 minutos e 33 segundos. Viria à colação, eu referir aqui, também, um filme português de João César Monteiro...
A polémica sobre esta mostra de Turner acentua-se, porque fazem comparações com uma outra, mais clássica e menos ousada, de 2009, que teve como curador David Hockney.


Em tempo e já 8 anos depois (2020):
ó seus parvos!, vêm aos magotes a este poste, para quê? Não sejam palermas nem carneirinhos amestrados por pastores marcanos!
Perdei antes tempo com coisas mais úteis.

You are really nerds and stupid bastards, just like Trump!

Sois mesmo uns grandes palermas e patetas, ao vir aqui....
Alguma vez ouvistes falar de Turner? Sabeis, por acaso, quem ele era, ó parvalhões?

How stupid you are, coming here!...

Yankees!,don´t be so submissive and stupid - think a little! Why do you come here, as a sheep?

Ó marcanos e sul-americanos!, vocês são mesmo uns bardamerdas do carago!  Vindes todos ao mesmo...

Ainda gostava de saber como é que vocês, sertanejos lorpas e marcanos indigentes, vêm aqui atraídos por um "ácaro" mongolóide que vos espevitou as meninges... Sois mesmo atrasados mensais!

Aqui, e depois de tantos anos do poste, já só vem os autistas (rain men), os mongolóides e os crónicos palermas, que abundam pela net.

Ó parvalhões, por que é que ainda vindes cá!? (Não tendes mais nada que fazer, na vida?!)

Ora vejam lá: esta semana já cá vieram visitar este poste 57 palermas!... E continuam: a maior parte são marcanos rurais dos USA, mas também há arreitados de outros sítios..:-))))

Eternamente, os parvos obcecados continuarão a cá vir, burros e piticegos de cabeça e miolos - que andam pela net sem saber que mais fazer. Pimps!

Andais à cata do síndrome de Turner? Não sejais parvos nem tão imbecis, ide antes a uma biblioteca credível, porque na net só encontrareis merda barata, ó hipocondríacos mentecaptos!

domingo, 6 de maio de 2012

Berenson sobre Da Vinci


Bernard Berenson (1865-1959), historiador de arte, norte-americano de origem lituana, refere sobre Leonardo da Vinci:
"...Leonardo é o único artista de quem se pode dizer, literalmente, que tudo aquilo em que tocou, se transformou num coisa de beleza eterna. Pouco importa que o que nos mostra seja um estudo de músculos, a dissecação de um crâneo, um feto, porque tudo aquilo que desenha, se clarifica, se transforma num reservatório inesgotável de eflúvios vitais. E tudo isso sem premeditação, porque a maior parte destes mágicos esquissos eram lançados à guisa de argumentos nas demonstrações científicas onde se concentravam todas suas faculdades cerebrais. ..."

sexta-feira, 6 de abril de 2012

O sapo e a avareza


A identificação simbólica do sapo com a avareza, deveria ser um tema recorrente da época, porque Leonardo da Vinci (1452-1519), na recolha de uma lenda, e Lucas Cranach (1472-1553), através dum desenho, nos deixaram os seus testemunhos. O desenho de Cranach encima este poste. No seu fabulário (tradução de Virgílio Martinho, 1974), Leonardo da Vinci, sob o título de "O Avarento", escreve:
"De vez em quando o sapo estendia o focinho e comia uma pequena porção de terra.
- Porque é que estás tão magro? - perguntou-lhe um dia uma joaninha.
- Porque tenho sempre fome - respondeu o sapo.
- Mas se te alimentas somente de terra! - exclamou o gentil insecto. - Porque é que não comes até te fartares?
- Porque um dia - retorquiu o avarento em tom lúgubre - a terra podia acabar."

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Mona Lisas


Ao já extenso historial associado à Mona Lisa, pintura considerada por muitos a obra prima de Leonardo da Vinci, vem agora juntar-se mais um episódio curioso. Era sabido de alguns que o Museu do Prado continha, nas suas reservas, uma cópia do famoso quadro, cujo original se encontra no Louvre. Mas era considerada uma imitação banal e posterior. Mas The Art Newspaper deu a notícia que, a partir de ontem, foi difundida por outras publicações, da sua existência, informando que é contemporânea do original e terá sido pintada por um dos discípulos do Mestre: Andrea Salai ou Francesco Melzi. Após restauro que recuperou a obra, foi descoberta uma paisagem de fundo com o característico sfumato de Da Vinci, embora as cores da cópia sejam mais claras do que as do original. A madeira sobre que foram pintadas as obras, é também a mesma: nogueira. Esta cópia do Prado fará parte da exposição Leonardo's Last Masterpiece: The Sainte Anne, que terá lugar no Museu do Louvre, de 29 de Março a 25 de Junho de 2012.