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sábado, 21 de maio de 2022

Passarada



Um melro dominante sobre o casario. Cantando ao meio-dia.

Lembrei-me dele mais tarde, já de noite, quando me pareceu ouvir, ao longe, o que parecia ser um muezim, repetindo por três vezes uma lengalenga que eu não entendi...

Veio-me assim à colação, também, a litania dos ceifeiros de Cuba, que Vitorino não desdenhou reproduzir, recantando:
"...Namorei uma rapariga,/ pares de meias deu-me dez!/ Quais, quais, oliveiras, olivais,/ pintassilgos, rouxinóis./ Caracóis, bichos móis./ Morcegos, pássaros negros./ Tarambolas, galinholas./ Perdizes e codornizes./ Cartaxos e pardais./ Cucos, milharucos, cada vez há mais..."

quinta-feira, 31 de março de 2022

Dizeres



A imagem acima não dará conta, nem sugere o tema deste poste. Mas foi neste terceiro volume da História da Vida Privada em Portugal (A Época Contemporânea), obra sólida e competente que adquiri através da Livraria Lumière (Porto), há tempos, que descobri dois ditos populares a que achei imensa graça e que vou citar. O primeiro tem por objectivo assegurar que o pão venha a ter bom sucesso final, depois da massa feita e depois de ir para o forno. Após desenhar três cruzes sobre o produto, a padeira dizia:

"São Mamede te levede, São Vicente te acrescente, São Romão te faça bom pão e os anjos te comerão."

O segundo exorcismo era o contraponto que respondia ao pedido de benção de uma criança, a que o adulto (pais, padrinhos...), que abençoava, dizia depois:

"Nosso Senhor te abençoe e te faça um santinho e te leve para o Céu quando fores velhinho."

(Estes dizeres vêm no livro da imagem acima, a páginas 300 e 301, respectivamente.)