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segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Ordenações cuniculares


Como se teriam, livremente, organizado as coisas, neste caso as castas de uvas, desde o início dos tempos, quando agora parece ser imperioso e administrativo arrumá-las por Diário da República?
Se a Baga é retintamente bairradina, também a branca Alvarinho foi, até há bem pouco tempo, exclusivamente alto-minhota (e galega, valha a verdade). Bem como a Antão Vaz, genuinamente alentejana. Não está em causa a razão disciplinar da portaria (244/2014) do Ministério de Agricultura, o que eu acho é que o seu conteúdo é um autêntico "albergue espanhol", querendo meter o Rossio na Betesga, neste caso nas vinhas alentejanas. Nada menos de 68 castas, incluindo a Baga bairradina e, pasme-se, nada menos de 26 castas estrangeiras, que vão da Zinfandel à Nero-d'Avola, passando pela Sangiovese, para que o vinho possa ostentar a denominação: Alentejo...
Num país como o nosso que, na Europa, é um dos que maior diversidade de castas autóctones possui, esta portaria globalizante parece-me um enorme disparate. Uma autêntica corrida cega para a descaracterização de uma região vinícola demarcada.

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Leis para uns e leis para outros, em 2 andamentos


1. Hoje, um popular, em declarações à SIC, na TV, e a propósito do aumento da idade de reforma, no próximo ano de 2014, para os 66 anos, comentava que, em princípio, todos somos iguais e, por isso, esta legislação deveria também abranger os políticos. Pela minha parte, acho justo. 
2. Se formos suficientemente atentos, poderemos verificar que, o nosso estimado PR, contumaz e flagrantemente, envia para apreciação para o TC, ou veta, toda e qualquer legislação que o afecta directamente, ou que se aplique à sua Família. O resto passa - é pavloviano, e facilmente comprovável...