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terça-feira, 20 de abril de 2010

Um homem dividido



A literatura espanhola conta com dois escritores de nome Garcilaso de la Vega. Um, poeta e o outro historiador. Aquele de que quero falar, para o distinguirem do poeta, chamam-lhe "El Inca Garcilaso de la Vega". Nasceu no Peru, em Cuzco, a 12 de Abril de 1539, filho do capitão espanhol D. García Lasso de la Vega e da princesa inca Isabel Palla Chimpu Occlo, filha do chefe Huallpa Tupac. Garcilaso viveu com a mãe até aos 10 anos e é dessas memórias e conhecimentos que irá falar na sua obra-prima intitulada "Comentarios Reales de los Incas", publicado pela primeira vez em Lisboa, em 1609. Garcilaso viera para a Europa aos 21 anos de idade. Estudou, combateu, escreveu e traduziu os "Diálogos de Amor" de Leão Hebreu. Dominava o latim, o italiano, o espanhol e o quechua. Homem da renascença espanhola, como militar serviu sob as ordens de D. João de Áustria, mas acabou por se retirar para um mosteiro, desiludido. Dividido entre duas culturas, dizia nos "Comentarios Reales...": "...Naquele tempo tive notícia de tudo aquilo que temos vindo a escrever porque, na minha meninice, me contavam as suas histórias (dos Incas, reis do Peru) como se contam as fábulas às crianças pequenas. ..."
P. S. : em complemento, para H. N..