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terça-feira, 7 de abril de 2026

Matéria prima



É a caracterísca mais garantida dos Fora-de-Série do "Le Point", a arrumação cuidadosa dos assuntos. Por outro lado, as Citações são a temática mais frequente do Arpose (531 postes). Assim justificava-se amplamente que eu adquirisse este número da revista francesa, para que me não faltasse inspiração...

sábado, 8 de junho de 2024

Da leitura (57)

 


Pela sua objectividade, talvez valha a pena traduzir e registar aqui o início do editorial, de Laurence Moreau, neste número especial da revista francesa, intitulado Se réconcilier avec l'autorité. Assim: 

"Estranha época, em que mais nenhuma autoridade resiste à contestação. A autoridade da família? Recém chegados ao raciocínio, muitas das crianças impõem a sua lei aos pais ultrapassados. A da escola? Os miúdos da primária insultam os seus professores. A autoridade do Estado? Os deputados não hesitam a pôr em causa a integridade do Conselho constitucional, a jurisdição encarregada de verificar a conformidade das leis com a Constituição, só porque as suas normas não respondem aos seus desejos. (...) Por todo o lado, a autoridade está em refluxo: nas comunas, os presidentes de Câmara são ameaçados frequentemente, maltratados, por concidadãos descontentes. «A autoridade da coisa julgada»? Uma noção cada vez mais posta em causa. Bem como a presunção de inocência. O trabalho do juiz como polícia tende a ser negado pelo tribunal popular.Na hora da«post-verdade», até a própria certeza científica é desvalorizada.(...)
A única verdade que vale, a da opinião e a da emoção. Não se acredita mais no pai, no padre ou professor, mas nas vociferações dum imã autoproclamado, nas fake news difundidas pelas redes sociais e nas acusações não comprovadas. A autoridade mudou de canal. Por culpa de quem? Pela sêde de igualdade que, em democracia, acabou por pôr em questão todas as hierarquias, as do poder, do saber, da religião e até mesmo da idade. (...)"

Nota pessoal: o meu agradecimento, a H. N., pelo empréstimo da revista.





quarta-feira, 15 de fevereiro de 2023

Alguns nomes



Alguns, e não serão muitos, nomes conseguem ainda, ao longo da nossa vida suscitar a nossa admiração e o nosso interesse. Winston Churchill (1874-1965) é um dos meus happy few, por si mesmo, mas também porque esteve à altura dos acontecimentos da sua época. Ora, isso nem sempre ocorre com os famosos...
A revista Le Point, fora de série nº 33, de Fevereiro-Março de 1923, dedica o seu número ao estadista britânico. Aqui fica o aviso.


quinta-feira, 26 de maio de 2022

Coscuvilhice nobre



Se não me precato, ainda acabo a comprar a Hola!...

segunda-feira, 2 de maio de 2022

Caves presidenciais



Não me lembro de ter lido ou visto alguma informação sobre os vinhos que porventura se guardam na adega do Palácio de Belém, para serem servidos nas refeições presidenciais. Será que existem, ou serão só comprados na altura para um uso definido e concreto?
Ao contrário, o último número fora de série de Le Point (referido no Arpose, recentemente - Les secrets de l'Elysée) consagra cerca de 2/3 da página 66 às caves do Palácio do Eliseu e às preferências e saberes enológicos dos oito presidentes da 5ª República francesa. O artigo destaca Giscard d'Estaing como o mais sabedor e apreciador de vinhos franceses. Pompidou especializara-se e gostava sobretudo dos grands crus do Médoc. Se Mitterrand era um gastrónomo conhecido quanto a comida (lembremos as hortulanas...), não era muito esquisito quanto a bebidas. Sabe-se da preferência de Chirac pela cerveja e dos gostos modestos de De  Gaulle quanto a vinhos. Sarkozy e Macron, ao que parece, não são grandes conhecedores. Hollande embora aprecie e conheça de vinhos, dada a acumulação de garrafas nas caves do Eliseu, e à crise, resolveu vender, em 2013, alguns excedentes vínicos, que totalizaram a considerável quantia de 700.000 euros. Entre eles, contavam-se alguns Petrus 1961, colheita famosa que fez a alegria de alguns coleccionadores que os vieram a adquirir.
Regressando a Portugal, sabe-se da preferência de Américo Thomaz pelo tinto Dão Terras Altas. Na nossa recente e democrática República, não estou a ver grandes enólogos ou conhecedores. Talvez Mário Soares, porventura. Dos restantes, quase todos eram comedidos como o rei D. Duarte, que até talhava o vinho com água - o que, no séc. XV, até se compreendia. Mas não hoje em dia...

sábado, 30 de abril de 2022

Recomendado : noventa e quatro



Louve-se a forma organizada, clara e ampla como são abordados os assuntos nestes números fora de série da revista francesa Le Point. Não estamos imunes, neste caso concreto, a um certo tipo de coscuvilhice nobre (como eu lhe chamo) que estas páginas de Les secrets de l'Élysée nos facultam. Com proveito cultural, muitas vezes, e alargamento de perspectivas políticas e históricas.
Por isso recomendo este número, muito interessante, de Abril/Maio de 2022, da conhecida revista francesa.

quarta-feira, 23 de março de 2022

Imigração francófona



O mais recente Le Point (nº 2588) faz uma perninha pelo turismo português ou pela imigração (?) dos franceses para Lisboa. Destacando, elogiosamente, em três páginas, a zona do Príncipe Real e as suas atracções, convidando a que sejam visitadas. 

quarta-feira, 17 de novembro de 2021

Recomendado : noventa e dois



Com a qualidade literária a que nos habituou e o bom gosto estético da iconografia seleccionada, saiu mais um número Hors-Série de Le Point, muito recentemente. Sobre Gustave Flaubert (1821-1880), cujo bicentenário de nascimento ocorre em Dezembro próximo. Fica a recomendação de compra desta revista literária, desde já.

quinta-feira, 30 de setembro de 2021

Últimas aquisições (33)

 

A temática deste último Le Point poderá parecer desajustada ao tempo, mas os inquisidores do politicamente correcto andam por aí, arreitados, com os seus néscios pruridos virginais moralistas e infantis. E a editorialista da revista, Catherine Golliau lembra-nos perguntando, na introdução, se: "...Faudra-t-il vider les  bibliothèques? Exit Kim le chef-d'oeuvre de Kipling, jugé trop colonialiste? Exit  Les Aventures de Huckleberry Finn, de Mark Twain, trop rascistes? Exit, les Fables de la Fontaine, trop misogynes? Il est vrai que, depuis longtemps, on se méfie du Petit Chaperon rouge de Perrault. Un peu trop sexuel, non, ce conte? ..."
Resta-me acrescentar que este número especial de Le Point, saído há pouco, mantém a qualidade habitual anterior e constante quer de iconografia, de textos e de selecção qualitativa de autores citados.

terça-feira, 5 de janeiro de 2021

O Corso



A qualidade faz o cliente.

Fui-me afeiçoando ao Le Point, à medida que os fui adquirindo e lendo. Mais do que a perspectiva histórica, este último aborda Napoleão, neste segundo centenário da morte (Maio de 1821), através dos lugares por onde passou, ou deixou a sua marca. Lê-se a revista assim, como se fosse um guia de viagens.

Como de costume, aconselho-a. Não sendo barata (9,90 euros), vale a pena e merece-os.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2020

Lembrete 78

 


A época convida. O arrumo de textos e a qualidade da iconografia da revista são, como sempre, excelentes. São convocados Brillat-Savarin e Escoffier, entre muitos outros. Este Le Point, acabado de sair, inclui 6 receitas da gastronomia francesa disponibilizadas por Jean-François Piège.

Estou a imaginar algumas dessas donas de casa que abundam pela net, cozinheiras platónicas, a salivarem copiosamente...

sábado, 21 de novembro de 2020

Pascal

A quem se interesse um pouco mais além do que pela espuma dos dias, ou por um trabalho arrumado, bem executado e claro sobre filosofia, acompanhando por uma bem escolhida iconografia de bom gosto, recomendo! Saiu recentemente.

quinta-feira, 11 de junho de 2020

Recomendado : oitenta e seis - De Gaulle


Uma direita coerente e responsável. Heróica e à altura das circunstâncias e da História. É disso que fala este número, bem organizado e saído recentemente, de Le Point, tendo por tema Charles de Gaulle (1890-1970).

quarta-feira, 19 de junho de 2019

Lembrete 67


Recentemente saído, este hors-série da revista Le Point é dedicado a Montaigne (1533-1592).
As colaborações são de qualidade, abordando o ensaísta pioneiro e francês sob várias perspectivas disciplinares, e o aspecto gráfico do dossiê, cuidado, acompanha, devidamente.
Não sendo barato (9,90 euros), merece. Aqui fica a informação, a quem possa interessar.