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quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Curiosidades 21


Consultado Le Petit Larousse, o conciso dicionário francês é relativamente sucinto a explicar a palavra snobismo: "admiração por tudo o que está na moda". Ao contrário, o (grande) Larousse, citado por Pierre Daninos (1913-2005), no seu Snobíssimo (1964), é bastante mais prolixo e elucidativo. Assim:
"Snob: significa propriamente um sapateiro, um remendão. Compreende-se que se tenha podido dar, irrisoriamente, este nome àqueles que opinam a respeito de tudo sem nada saber. Outros vêem na palavra snob uma contracção de sine obolo, «sem vintém», outros a abreviatura de sine nobilitate; outros, finalmente, observam que os filhos de lordes eram inscritos nas listas dos colégios com a menção fil. nob. (filius nobilis), o que originou a denominação de nobs que lhes davam; os que se esforçavam por imitar os nobs teriam sido chamados quase-nobs e, por abreviatura, snobs. Não foi, como geralmente se crê, o Livro dos Snobs, de Thackeray, que introduziu este termo na linguagem corrente. Antes de o publicar, o autor de Vanity Fair tinha colaborado numa pequena revista humorística e satírica intitulada The Snob."

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Memória 69 : Thomas Gainsborough



Thomas Gainsborough nasceu a 14 de Maio de 1727, na Inglaterra.
Não sei o que me encantou neste retrato do Sr. e Sra. Andrews, feito pelo pintor inglês, entre 1748, data do casamento do casal, e 1750. Vi a imagem do quadro, pela primeira vez no Petit Larousse, em 1959, que o dava como pertencente ao Louvre. E contemplei, ao vivo, a pintura pela primeira vez, em Londres, na National Gallery, em Agosto de 1973. Dizem que é o original e terá sido adquirido pelo Museu britânico, em 1960. Serão, portanto, dois quadros com o mesmo tema, ambos pintados por Gainsborough (1727-1788).
Thomas Gainsborough foi, sobretudo, um retratista da aristocracia inglesa, muito requestado. Dizia o pintor que " pintava retratos para viver, e paisagens porque gostava delas".
Julgo perceber, hoje, que o que mais me agrada nesta obra, de um casal muito sério da aristocracia rural (Robert Andrews e Frances Mary Carter, casados, respectivamente, com 22 e 16 anos), não particularmente bonitos, é o horizonte em aberto que ocupa mais de metade da tela. Um espaço livre, não trilhado, e que deixa solta a imaginação de quem o vê. Era talvez essa liberdade que Thomas Gainsborough procurava na paisagem.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Leituras Antigas XXVI : Petit Larousse



De todos os livros que tenho, este "Petit Larousse" foi aquele que mais justificou o seu preço, e melhor se pagou a si mesmo, pelas milhares de vezes que o consultei. E ainda consulto.
É a edição de 1959 e custou, na altura, Esc. 225$00, i. e., cerca de 1,13 euros. Foi também a minha primeira Enciclopédia pessoal. A epígrafe deste volume é: "Je sème à tout vent", inscrita na lombada. Tem 1.798 páginas, para além de inúmeros mapas e ilustrações a cores. Se se pode dizer que alguns homens têm afecto aos livros, eu diria que, da minha biblioteca, é a este volume que consagro mais estima e afecto.